Líderes capazes, empresas de sucesso

10 de julho de 2018 | por André Sequeira

Formar um líder de verdade está cada vez mais difícil. Os mercados se transformam numa velocidade impossível de acompanhar e as necessidades das pessoas mudam diariamente. Por esse ritmo frenético em todas as esferas das suas vidas, muitos profissionais não conseguem esperar por resultados ou pelos anos que precisa para adquirir a experiência necessária para a execução de um trabalho com excelência. Além disso, grande parte das empresas não valoriza seus colaboradores nem sabem como prepará-los para uma carreira interna de sucesso. O resultado são líderes imaturos ou despreparados para tal função.

Outro problema enfrentado está na geração atual, a chamada Z, nascida entre a década de 90 e 2010. É a geração internet, que domina toda a tecnologia amplamente disseminada, a mais antenada e atualizada. Inconformistas por natureza, como diria Adam Grant em Originais.

Por outro lado, este grupo, que está saindo da faculdade agora e entrando no primeiro emprego, vem demonstrando enormes dificuldades de relacionamento no ambiente de trabalho. Muitos executivos e gerentes os consideram indisciplinados, preguiçosos, reclusos, rebeldes ou desinteressados pelo que os rodeia. Para estes líderes, o que falta, na verdade, são as habilidades interpessoais, conjunto de características que formam a capacidade de se relacionar bem com as outras pessoas. Este tema foi bem-desenvolvido por Bruce Tulgan, em O que todo jovem talento precisa aprender.

Se os profissionais sofrem pela postura inadequada para um papel de liderança e as empresas sofrem por não saberem mudar este panorama, o que fazer?

Ram Charan, em parceria com Stephen Drotter e James Noel, criou o método que é sucesso no mundo todo e que colocou nos trilhos centenas de empresas ao redor do planeta: pipeline de liderança. Com ele, há um alinhamento nas expectativas da companhia e dos funcionários quanto ao que ambos imaginam para o futuro.

Este conceito foi criado para que o planejamento de sucessão nas empresas tenha um fluxo de liderança capaz de garantir a evolução da própria instituição. Os autores não pregam que os talentos devam ser identificados interna ou externamente, mas que sejam formados, ensinados a comandar equipes, sempre levando em consideração o perfil de cada profissional.

Segundo Charan, existem seis transições essenciais neste processo de formação de lideranças. Ele recomenda que a empresa se organize de modo que os futuros líderes passem pelas etapas abaixo:

Claro que cada companhia possui sua própria hierarquia, mas o conceito de cada nível hierárquico pode ser identificado e adotado em qualquer uma delas.

A questão não é fácil, mas com o pipeline de liderança as empresas terão o material necessário para que os novos líderes saibam que caminho trilhar e como enfrentar cada etapa desta processo. Elas devem oferecer o suporte necessário para essa transição, com o auxílio de líderes mais experientes – que já passaram pelas etapas anteriores –, treinamentos, estudo de cases e muito mais. Por outro lado, o profissional aprenderá suas novas responsabilidades e como lidar com cada adversidade que surgir pelo caminho. Desse modo, a chance do surgimento de um líder incapaz será quase nula.

O livro Pipeline de liderança: O desenvolvimento de líderes como diferencial competitivo, escrito por Ram Charan, Stephen Drotter e James Noel, chega em 2018 em edição revista e ampliada. Os três compartilham o trabalho realizado em mais de 100 empresas, mostrando o aprendizado adquirido desde a publicação da primeira edição e oferecendo um modelo testado e comprovado para construir e desenvolver planos de carreira, planejar sucessões e formar líderes.

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