Os caminhos para se compreender a história

26 de junho de 2018 | por André Sequeira

História é um gênero literário que tem, e sempre teve, muito apelo junto aos leitores. Não me refiro às obras didáticas que utilizamos no colégio, mas aquelas que tratam de um – ou alguns – eventos que marcaram a humanidade. Quantas, por exemplo, não narram a Segunda Guerra Mundial? Ou os anos da Inquisição na Europa? Pode parecer mais do mesmo, mas sempre há mais episódios que imaginamos dentro de um mesmo evento, fora as distintas versões que podem surgir.

Ler um livro histórico é uma das formas mais fáceis e divertidas de aprender. Ao invés de nos debruçarmos sobre obras técnicas e, em muitas ocasiões, monótonas, encontrar uma publicação escrita para o público geral é recompensador. Outro resultado garantido é comprovar que aprender algo está longe de ser chato, pois o leitor escolhe um evento, descobre mais sobre os seus participantes e as razões que levaram à eclosão do fato em si. Por exemplo: por que Estados Unidos e União Soviética “criaram” a Guerra Fria? Quem foram os protagonistas? Como e por que tudo terminou?

Outra forma de apresentação de fatos históricos é por meio das biografias. Muitas pessoas, inclusive, afirmam só conseguir aprender alguma coisa se for por meio da vida de uma personalidade. Vejamos: se precisam conhecer mais sobre a lei áurea e a escravidão, essas pessoas buscam uma biografia da Princesa Isabel; se desejam descobrir os meandros da revolução cubana, vão atrás de livros sobre a vida de Fidel Castro ou de algum outro soldado importante.

As biografias tornaram-se referência a partir do momento em que as pessoas começaram a se identificar com os personagens, conseguindo, assim, compreender melhor o assunto. Elas se vem fazendo parte do livro. Fora isso, saber de fatos antes secretos do público em geral sempre ajuda. Voltando à escravidão, outra maneira de se aprofundar no tema é ler pela perspectiva dos que sofreram com ela. Para isso, que tal Achados e Perdidos da História: Escravos, de Leandro Narloch? A partir da biografia de escravos, o autor percorreu os três séculos de escravidão e suas diversas fases.

Dentro dos livros de não ficção, encontramos ainda outro tipo de obra: as coletâneas por assunto. Por exemplo, 101 brasileiros que fizeram história, de Jorge Caldeira, que apresenta uma lista de personalidades que influenciaram, de alguma forma, o rumo da humanidade; ou As piores invenções da história, de Eric Chaline. Em ambos os casos, os leitores poderão, por meio de pessoas ou objetos, compreender o período histórico em que estão inseridos. Esses tipos de publicação são sucesso em todo o planeta.

Já no âmbito da ficção, um recurso cada vez mais utilizado é o de romance histórico, em que o escritor cria uma trama e a insere em determinado período. Gênero que agrada muitas pessoas, ele vem se tornando cada vez mais importante na disseminação dos eventos mais importantes que ocorreram na história do planeta Terra. Um dos autores mais importantes deste gênero, talvez o maior de todos na atualidade, é Ken Follet, autor, entre muitas obras, de Os pilares da Terra, de Coluna de fogo e da trilogia O Século. Folett, apesar de escrever ficção, é extremamente fiel à época histórica em que suas tramas se passam. Como ele mesmo diz: “Eu não sou um dos melhores escritores da literatura, mas sei contar uma história como ninguém.” Entrar de cabeça no mundo deste autor só tem um perigo: não querer sair nunca mais.

Conhecimento nunca será demais, principalmente num mundo cada vez mais nervoso e repleto de mentiras e notícias falsas. Estar bem preparado e sabedor das nuances não só da história do Brasil, mas também, mundial, torna-se, portanto, imprescindível. Leia sempre, pois o que não vai faltar são tipos de abordagem diferentes sobre qualquer momento histórico que você desejar aprender ou saber mais.

Não importa se são livros de não ficção geral, biografias ou romances históricos. O importante é não dar as costas para a sabedoria, para o discernimento.

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