Quatro meditações para abrir novos horizontes

10 de maio de 2018 | por André Sequeira

Meditação da Respiração

Sente-se numa cadeira. Apoie as solas dos pés no chão. Mantenha as costas relaxadas, mas eretas. Descanse as mãos no colo. Feche os olhos. Concentre-se na respiração enquanto inspira e expira. Perceba as sensações do ar fluindo pela boca ou pelo nariz para dentro dos pulmões. Sinta o peito e barriga subindo e descendo. Preste atenção e explore todas as sensações, sobretudo a maneira como seu corpo sobe e desce. Não espere que algo especial aconteça. Quando a mente divagar, foque na respiração. Não se assuste, é comum a divagação. Trazê-la de volta é a meditação, o momento da atenção plena. Com delicadeza, traga sua consciência de volta às sensações da respiração uma vez após a outra. Depois de cinco minutos, abra os olhos devagar e absorva tudo que houver para ser absorvido pela visão, pelo olfato, pela audição e pelo tato.

 

Meditação da Fruta

Escolha uma fruta que você não coma há muito tempo – melhor se nunca a tiver provado. Concentre-se no movimento da sua respiração durante 20 a 30 segundos. Olhe para a fruta. Permita que seus olhos absorvam tudo que você vê. Analise tudo a respeito da forma da iguaria. Sinta também o cheiro. Descasque a fruta, se for o caso. Feche os olhos. Dê uma mordida. Qual a sensação dos seus dentes cortando o alimento? Fique com ele na boca por um momento. Analise o gosto, a textura. Tem sabores diferentes? Sua mente vai divagar. Quando se der conta disso, delicadamente conduza a atenção de volta à respiração por alguns segundos antes de se concentrar novamente na fruta. Após um tempo, mastigue suavemente. Mantenha ela na boca. Engula. Qual a sensação? Repita o processo até estar quase terminando. Desenhe a fruta que você acabou de comer. Como se sente ao final deste processo? Por que não transferir esse gosto de consciência para o restante do dia?

 

Meditação da Respiração no Espaço

Adote sua postura usual de meditação. Feche os olhos devagar. Comece percebendo o que está acontecendo ao seu redor. Tome consciência do espaço à sua volta. Sinta o chão sob seus pés. Faça uma varredura pelo seu corpo e entre em sintonia com as sensações mais perceptíveis. Não tente mudar nada. Apenas sinta. Preste atenção nas emoções fluindo por sua mente e seu corpo. Preste atenção na intensidade delas e perceba como vêm e vão. Quais pensamentos vêm com essas emoções? Não tente mudar nada. Apenas observe-os. Lembre-se de que pensamentos não são fatos. Traga a atenção para a respiração. Acompanhe-a ao longo das inspirações e expirações durante cerca de 30 segundos. Sempre que a mente divagar, conduza-a de volta à respiração. Comece a expandir a consciência, fazendo com que ela englobe todo o seu corpo. Sinta o corpo respirando por 30 segundos. Se houver áreas de tensão, imagine-se respirando sobre elas com uma sensação delicada e calorosa. Expanda a consciência aos poucos para englobar todo o espaço ao seu redor. Abra os olhos devagar.

 

Meditação da Caça ao Tesouro

Consiga uma caixa de sapatos – ou algo similar –, clipes de papel e um lanche. Vá para um local aberto, como um parque. Feche os olhos e se concentre nas sensações da respiração. Sinta o chão. Perambule seguindo sua curiosidade. O que prende seu olhar? Quando você se sente atraído por algo, como isso afeta sua respiração? Seu coração acelera? Você se anima? Sinta os anos ficando para trás. Se alguma coisa lhe parecer interessante, toque nela ou pegue-a. Observe cada pedaço, cada reentrância. Perceba a textura, a forma, o cheiro. Use todos os sentidos. Você pode, inclusive, escutar o barulho que ele faz. Comece a caça ao tesouro. Colete cinco objetos e coloque-os na caixa. Não importa quais sejam: gravetos, pétalas, moedas, embalagens usadas. Elas só precisam afetá-lo de alguma forma. Espalhe os objetos à sua frente. Qual a história de cada um? Feito pelo homem ou pela natureza? Você é capaz de imaginar como deveria ser a vida de quem o produziu? Como ele foi parar no local em que você está? Se forem da natureza, como cresceram? Que animais dependem dele? As questões podem ser infinitas. Passe um tempo nesta etapa. Feche os olhos. Respire. Imagine a rede de conexões que une todos nós. Humanidade e natureza. Natureza e humanidade. Brinque. Preserve sua curiosidade. Use os clipes para prender alguns objetos. A escolha é sua, mas faça-a de forma consciente.

 

Saiba mais em A arte de respirar, do Dr. Danny Penman.

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