Cinco das muitas curiosidades que você aprende com “A caminho de Marte”

20 de abril de 2018 | por André Sequeira

Relação entre Sol e Terra

A conexão entre os dois é estranhamente especial. A distância é perfeita, pois se estivéssemos mais próximos, como Vênus, iríamos nos aquecer demais e não haveria água líquida, só vapor d’água. Nesse caso, a chance de vida por aqui seria quase nula. Por outro lado, caso a distância fosse muito maior não receberíamos calor e energia suficientes nem possuiríamos os imensos oceanos de água líquida.

 

Diferença de massa entre os planetas Marte e Terra

A massa do planeta Marte inteiro corresponde a apenas 10% da terrestre, e a gravidade em sua superfície corresponde a 38% da nossa. Assim, alguém com 100kg aqui pesaria somente 38kg no planeta vermelho. Isso não quer dizer que basta chegar em Marte para emagrecer. O corpo e a massa de cada um não mudaria em nada, mas, como Marte é bem menor que a Terra, ele vai puxar você para o chão com uma força muito menor. Essa força com que um planeta nos atrai é seu peso; o material de que você é feito é a sua massa. Em resumo, seu peso diminuiria em Marte, mas sua massa continuaria igual.

 

Possibilidade de vida em Marte

A missão em que Ivair Gontijo se envolveu não tinha como objetivo decretar se havia vida no planeta vermelho. Ela estudaria a “habitabilidade”, ou seja, seu objetivo é procurar evidências se tem ou já teve as condições mínimas para ser ou ter sido habitado por alguma forma de vida, mesmo microbiana. Sobre colonizar, sem obras gigantescas de engenharia para criar um ambiente propício à raça humana, seria impossível. No momento, não temos conhecimento suficiente nem tecnologia para a realização de tais obras, sem contar o custo e o tempo.

 

Único país que mandou missão tripulada para Marte e deu certo de primeira

A Índia realizou esta proeza no dia 24 de setembro de 2014, data em que o satélite Mangalyaan entrou em órbita marciana. Uma das grandes conquistas indianas foi fazer uma missão simples e de baixo custo. Tudo custou 74 milhões de dólares, quantia quase dez vezes menor que a Mayen, da NASA. Na época, em comentário irônico – porém, verdadeiro –, o primeiro-ministro indiano disse esse orçamento era menor que o dos filmes de Hollywood sobre o assunto, como Gravidade, de Alfonso Cuarón, premiado com alguns Oscar.

 

Caminho para Marte

O foguete precisa ser tão poderoso que consiga fazer com que a espaçonave saia da superfície da Terra e aumente a velocidade de forma a escapar da atração gravitacional daqui. Já na posição e na velocidade corretas, a primeira lei de Newton – um corpo em movimento continuará em movimento em linha reta se nenhuma força for aplicada – garantirá que o veículo continue sua viagem. Se o foguete for poderoso o suficiente e a manobra inicial na Terra aplicar à espaçonave a quantidade certa de energia, ela vai se afastar da Terra e do Sol até tocar a órbita de Marte. Se o planeta, porventura, não estiver no ponto imaginado de sua órbita no dia em que a espaçonave chegar lá, ela voltará, rumando em direção ao Sol.

 

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