Elimine a negatividade e tudo que sobrecarrega a sua vida

13 de abril de 2018 | por Editora Sextante

Certo dia, conversando com um amigo que havia emagrecido bastante, Allan Percy se deu conta de que o que nos torna pesados não são os quilos a mais que carregamos no corpo, mas as emoções negativas que trazemos sobre os ombros.

A partir dessa reflexão nasceu A dieta espiritual, um programa para ajudar você a se livrar de comportamentos nocivos, eliminando tudo o que age como um peso no seu dia a dia.

Conheça alguns desses comportamentos e como lidar com eles:

 

Preocupação

A preocupação é um jeito excelente de não nos ocuparmos das coisas, pois, enquanto ficamos rodeando aquilo que poderíamos fazer, que os outros não fizeram ou que ainda é mera suposição, tudo o mais na nossa vida permanece paralisado. Isso nos impede de tomar decisões e seguir em frente.

Um dos profissionais da área de saúde psicológica que mais escreveram livros sobre formas de evitar a preocupação, Richard Carlson, afirma que o segredo de uma vida feliz: “É compreender que os pensamentos são apenas pensamentos. As coisas verdadeiras acontecem a todo momento, mas quando já aconteceram ou ainda vão acontecer são apenas isto: pensamentos.”

Ele oferece alguns conselhos para evitar que os pequenos contratempos nos atrapalhem:

• Não sofra por coisas sem importância.

• Viva o presente.

• Aceite sua imperfeição.

• Faça uma coisa de cada vez.

• Atente para o efeito “bola de neve” de seus pensamentos.

• Pergunte-se: “Será que isso vai ter importância daqui a um ano?”

• Repita para si mesmo: “A vida não é uma correria.”

• Tome consciência do seu estado de ânimo e não se deixe levar pelos maus momentos.

• Relaxe a mente.

• Aprenda a conviver com a incerteza sobre o amanhã.

• Mude sua atitude em relação aos problemas.

• Tome consciência do poder de seus pensamentos.

• A todo momento, pergunte-se: “O que importa de verdade?”

 

Julgamentos e críticas

Segundo a psicóloga Nuria Aymerich, em artigo escrito para o Leadership Institute, “tendemos a julgar os outros, dizendo que estão agindo mal e que têm culpa de muitas situações que nos magoam ou afetam. No entanto, emitir opiniões sobre os demais pode ‘esconder’ algumas de nossas próprias fraquezas”.

Em Seus pontos fracos, sua obra mais famosa, Wayne Dyer convida o leitor a realizar um exercício de observação. “Olhe para si mesmo e para as pessoas a seu redor e preste atenção no tempo que gastamos com críticas. Por que fazemos isso? Simplesmente porque é muito mais fácil falar de como outra pessoa age do que ser a pessoa que age.”

Dale Carnegie, especialista em comunicação pessoal e autor de Como fazer amigos e influenciar pessoas, diz que para alcançar uma boa comunicação, é evidente que precisamos abandonar algumas práticas: “Em vez de censurar as pessoas, busque compreendê-las. Tente imaginar por que agem assim. Isso é muito mais produtivo e interessante do que criticar, e dessa atitude nascem a empatia, a tolerância e a bondade.”

Ele cita três técnicas fundamentais para lidar com o próximo:

1. Não critique, não condene, não se queixe.

2. Demonstre apreço profundo e sincero.

3. Desperte nos outros um desejo vivo.

 

Ira e ódio

Já na Antiguidade os pensadores investigavam um dos sentimentos mais negativos do ser humano: a ira. Aristóteles dizia que a ira é o desejo de retribuir o mal recebido a quem o causou. Séculos depois, Sêneca escreveu o livro Sobre a ira, no qual afirma que esse sentimento é temerário por ser sombrio, desenfreado e por poder prejudicar o outro, e compara seus efeitos com os da loucura. Para o filósofo romano, a ira “não possui virtudes, destrói cidades, mata pessoas, arruína nações”. Ela não nasce apenas da ofensa – como dizia Aristóteles –, mas da possibilidade de que a ofensa aconteça. Sêneca ensina que convém sufocar o sentimento, reprimi-lo, não se deixar dominar por ele.

Entre as definições atuais sobre a ira, encontramos a da filósofa Begoña Román, que a considera “um sentimento negativo reativo”. A diferença entre ficar irritado e irado é que a segunda hipótese é um acúmulo de pequenas irritações que acaba explodindo. Para Román, a ira pode se comportar “como uma panela de pressão que está a ponto de explodir e vai atingir quem estiver por perto”. Já para o Dalai Lama, “a ira nasce do medo, que por sua vez nasce de um sentimento de fraqueza ou inferioridade. Se vocé é corajoso ou determinado, sentirá pouco medo e, consequentemente, ficará menos frustrado e zangado”.

No entanto, podemos canalizar essa emoção tão prejudicial de modo criativo para resolver os conflitos em vez de piorá-los:

• Aprender a relaxar: Técnicas de relaxamento e respiração podem reduzir a agitação física causada pela ira. Quando o indivíduo se acalma e espera um instante antes de reagir, ele se torna mais dono da situação e passa a enxergá-la com mais imparcialidade.

• Utilizar o corpo: É poss.vel expressar sua raiva e liberá-la de maneira inofensiva. Quando estiver só, pergunte-se o que gostaria de fazer para descarregar a raiva. Talvez você sinta vontade de gritar, reclamar, socar uma almofada, correr alguns quilômetros, etc.

• Expressar-se de modo assertivo: Quando expressamos nosso ponto de vista e nossos sentimentos, estamos realizando uma importante descarga, pois afirmamos e assumimos nossos sentimentos, sem deixar de levar em conta o outro lado.

• Distanciar-se: Diante de uma situação que lhe provoque uma forte ira, distanciar-se pode ser uma tática útil. Sair para passear, pedir um tempo para que os ânimos se acalmem, etc.

• Usar a palavra: Podemos pedir que um amigo ouça nosso desabafo. Basta avisarmos que só precisamos ser ouvidos e que é melhor não emitir nenhuma opinião.

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