Jesus, o maior psicólogo que já existiu

27 de março de 2018 | por Editora Sextante

Conhecendo os seus sentimentos

 

Naquele momento aproximaram-se de Jesus os discípulos e perguntaram: “Quem será o maior no reino dos céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: “Em verdade vos digo, se não vos transformardes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. Pois aquele que se fizer humilde como esta criança será o maior no reino dos céus. “E quem receber uma destas crianças em meu nome, é a mim que recebe. Mas quem fizer pecar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria para ele que lhe penduras -sem uma pedra ao pescoço e o jogassem no fundo do mar.”

Mateus 18:1-6

 

Jesus ensinou que o que sentimos no coração determina quem somos. Ele falou em renascer, viver com fé e ter um coração de criança. Ele queria que fôssemos como crianças porque estas são inocentes, crédulas e abertas às suas emoções. As pessoas profundamente espiritualizadas têm consciência de suas emoções.

Jesus gostava de desafiar a maneira como as pessoas pensam. Para sermos grandes, disse ele, precisamos ser pequenos. Para ser mos líderes, precisamos servir aos outros. Para sermos profundos pensadores, temos que ser capazes de sentir. Jesus ensinou que a identidade do ser humano é uma questão do coração.

Jesus amou, sentiu raiva, experimentou o medo, chorou de tristeza e viveu com coragem. Ele sabia quem era e agia motivado pelo que sentia, mesmo que isso não fizesse um sentido lógico para os outros. Nossas emoções nos fazem conhecer quem somos e nos levam a fazer as coisas que fazemos. Jesus queria que conhecêssemos a gama completa das nossas emoções.

 

SEJA COMO AS CRIANÇAS, MAS NÃO SEJA INFANTIL

 

“Se não vos transformardes e não vos tornardes como crianças…”

Mateus 18:3

 

Algumas pessoas relutam em agir de forma emocional porque a consideram uma atitude infantil. No entanto, existe uma diferença entre ser infantil e ser como as crianças. Ser infantil é ser imaturo e recusar-se a assumir a plena responsabilidade pelas próprias ações. Ser como as crianças é assumir responsabilidade e ao mesmo tempo ser capaz de entregar-se às emoções. Jesus atribuía uma grande importância ao fato de sermos como as crianças.

Ser infantil exige pouco esforço, mas é preciso força para nos abrirmos às emoções como fazem as crianças. Jesus sempre teve uma noção muito clara dos limites e permaneceu consciente das consequências das suas ações, mas tinha coragem de entregar-se às suas emoções. Isso fazia com que as pessoas se sentissem próximas dele, enquanto que o seu senso de responsabilidade confiável as fazia sentir-se seguras em sua presença.

Harriet envolvera-se repetidas vezes em relacionamentos intensos e problemáticos que nunca davam certo. Sempre que alguém a desapontava, tinha explosões de raiva, embora já tivesse passado por inúmeras sessões de terapia tentando entender seus problemas com a sensação de abandono. Durante as nossas sessões, Harriet tinha dificuldade em admitir sua parte de responsabilidade em seus problemas de relacionamento, mas acusava outras pessoas, culpando-as por esses problemas.

No início, sempre que Harriet se considerava em estado de emergência emocional, ela enviava mensagens para o meu pager. Ficava furiosa com todo mundo, inclusive comigo, e sentia que tinha o direito de expressar a sua raiva praguejando, gritando e tendo acessos de fúria. Nossas sessões com frequência eram repletas desse tipo de explosão. Ela acreditava que os terapeutas tinham a obrigação de lidar com esses comportamentos, pois eram uma forma desesperada de fazer com que compreendessem a profundidade da sua dor.

As explosões infantis não beneficiavam os relacionamentos de Harriet nem a ajudavam a lidar com os seus sentimentos. Ela estava convencida de que as outras pessoas não gostariam dela caso falasse a respeito do que sentia. Não falava, mas explodia. Para prevenir a rejeição que imaginava, Harriet tinha um comportamento hostil. Ela se sentia melhor quando a rejeição vinha dela.

Aos poucos Harriet foi percebendo que a sua expectativa de rejeição a impedia de receber o que precisava dos outros e começou a mudar a maneira como expressava seus sentimentos. Em vez de violentas explosões que criavam o distanciamento, Harriet começou a externar sentimentos de dor e vulnerabilidade, a falar sobre eles e a pedir ajuda, tal como faz uma criança confiante. Surpreendeu-se ao ser ou vida e acolhida. Harriet descobriu pela primeira vez na vida que quando revelava suas emoções com a sinceridade das crianças ela se tornava mais atraente. Suas tentativas corajosas de manifestar sua vulnerabilidade faziam as pessoas gostar mais dela, em vez rejeitá-la, como ela sempre temera.

O maior benefício dessa mudança foi a transformação no modo como ela se sentia a respeito de si mesma. Harriet parou de recear ser rejeitada pelos outros e começou a se considerar uma pessoa melhor.

Esse era o tipo de atitude própria das crianças a que Jesus estava se referindo. Ele recomendou que as pessoas “se tornassem como crianças” para serem mais abertas e confiantes. Por incrível que pareça, não ter medo de manifestar a própria vulnerabilidade é a forma mais poderosa de viver.

 

PRINCÍPIO ESPIRITUAL: Os atos infantis afastam, enquanto que as ações próprias das crianças atraem.

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