Cinco curiosidades sobre a história do Rio de Janeiro

1 de março de 2018 | por Editora Sextante

1º de março de 2018. O Rio de Janeiro completa 453 anos de muita beleza, problemas que fazem o coração do carioca apertar, 40 graus de malandragem e cultura espalhada pelos quatro cantos da cidade.

Para celebrar essa data, selecionamos cinco curiosidades sobre o Rio de Janeiro retiradas do livro A cara do Rio, de Ricardo Amaral e Raquel Oguri, uma celebração das carioquices e uma carta de amor à cidade maravilhosa.

 

A origem da expressão “cidade maravilhosa”

Algumas pessoas acreditam que o escritor, político e professor Coelho Neto batizou a cidade carinhosamente em um artigo do jornal A Notícia, em 1908. Alguns pesquisadores dizem que a expressão apareceu antes, em 1904, no jornal O Paiz, em pleno Carnaval.

Mas o que consagrou o apelido foi a marchinha de André Filho, composta em 1934, com arranjo de Pixinguinha e interpretação de Aurora Miranda. “Cidade Maravilhosa” ganhou o mundo e ultrapassou décadas sem envelhecer e se tornando um hino do Rio de Janeiro.

 

A origem do termo “carioca”

Antes do Rio de Janeiro ter sido fundado por Estácio de Sá, em 1565, já havia movimentação pela área. Américo Vespúcio, um dos integrantes da expedição que adentrou a baía de Guanabara pela primeira vez, construiu a primeira casa de pedra da cidade, próximo à foz de um riacho. Os índios chamaram a construção de “carioca”, que significa “casa de branco”.

 

O Cristo Redentor

Cristo Redentor sendo construído

Em meados do século XIX, o padre francês Pierre-Marie Bos vislumbrou a construção de uma estátua de Jesus Cristo no topo do Corcovado, mas a ideia não foi incorporada de imediato. Apenas em 1922 o projeto foi retomado, durante o governo do presidente Artur Bernardes.

Poucos sabem que a versão original criada pelo arquiteto Heitor da Silva Costa não previa o Cristo de braços abertos. Sua primeira ideia era o Cristo segurando uma cruz com uma das mãos e “o mundo” em forma de globo na outra. Fez-se uma estátua em pequena escala, que ficou exposta no Centro da cidade. Logo, os cariocas apelidaram a estátua de “Cristo da bola” e o nome se espalhou rapidamente. Sabiamente, os envolvidos no projeto resolveram apostar em uma leve mudança.

Inspirado um uma gigantesca antena que ficava no próprio Corcovado e tinha o formato parecido com uma cruz, Heitor decidiu fazer o Cristo com o mesmo formato. Nada mais perfeito: dois simbolismos em um.

Em 1931, foi inaugurada a estátua do Cristo Redentor. Com 38 metros de altura, ela hoje é o símbolo da cidade e patrimônio da humanidade, sendo considerada um dois maiores e mais belos monumentos de art déco no mundo.

 

Carnaval fora de época?

Carnaval de rua, 1948 (Agência O Globo)

Carnaval no Rio de Janeiro é coisa séria. Tão séria que, em toda a história da folia do Momo, ele só foi comemorado fora de época duas vezes.

Em 1892, houve uma onda de epidemias que transferiu a festa para junho.

Em 1912, barão de Rio Branco morreu às vésperas do Carnaval. Ele era tão respeitado e amado que foi declarado luto nacional e a folia foi transferida para o meio do ano. Mas há quem garanta que o povo pulou nas duas ocasiões.

 

Futebol? Que nada! O Rio já foi a capital da tourada

Antes do futebol, o carioca era louco por touradas! No início do século XIX, instituindo cada vez mais os hábitos europeus no Rio, os portugueses investiram nesse tipo de entretenimento esportivo.

As touradas ganharam ar oficial no bairro de Laranjeiras, onde foi construída a primeira praça de touros fixa da cidade. Outra grande arena ficava no campo de São Domingo, hoje conhecido como campo de Santana, no centro da cidade.

O público chegava a 10 mil pessoas, sucesso absoluto, levando-se em conta que a cidade tinha menos de 50 mil habitantes na época.

Mas com o declínio da corte portuguesa, principal patrocinadora do esporte, as touradas perderam a força. A venda de ingressos e os patrocinadores não foram suficientes para manter os eventos.

Em 1907, as touradas acabaram de vez. O então prefeito, Sousa Aguiar, assinou um decreto proibindo o esporte.

 

Conheça o livro A cara do Rio:

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