Cinco curiosidades sobre o surfista Carlos Burle

2 de fevereiro de 2018 | por André Sequeira

O primeiro contato com o surfe

Aos doze anos, Carlinhos, como Burle era chamado, ficava na janela do seu apartamento vendo um grupo mais velho do prédio deles surfar. Um dia, seu primo foi visitá-lo e emprestou uma prancha Lightning Bolt. Logo ele aventurou-se no mar ao lado de um conhecido e ficou eufórico ao deslizar pela água pela primeira vez. Depois deste dia, nada mais seria igual em sua vida.

 

O emprego na loja do pai

Em 1987, com quase vinte anos e após passar cinco meses no Havaí, Burle é convocado pelo pai para ajudá-lo em sua loja de peças automotivas. Era época de grave crise econômica e hiperinflação e, devido a falta de perspectiva na carreira de sufista, Carlos foi obrigado a acatar a ordem do patriarca. Após dias com a sensação de “ter sido enterrado vivo” e depressão profunda, o pai o liberou das tarefas na loja e o incentivou a retomar o esporte.

 

A convivência com as drogas

Ao lado do grande amigo Taiu, Carlos Burle passou um período de sua vida utilizando ácidos. Levava a vida constantemente sob efeitos da droga, inclusive no momento da prática do surfe. Além disso, conduzia uma vida desregrada, alimentando-se mal, dormindo pouco e se cuidando cada vez menos. Consequência: os resultados nos campeonatos pioraram demais. Mas, em um determinado momento, como se uma chave houvesse sido desligada, ele voltou ao velho caminho, dormindo mais, comendo de forma saudável, praticando exercícios e meditando.

 

A condição quase insalubre de vida

Num dos momentos financeiros mais difíceis de sua vida, Burle morou, ao lado dos amigos Sanfelice e Laureano, num casebre da favela do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, bairro do Rio de Janeiro. Nem quarto ele tinha, pois dormia num estrado que colocava na sala quando chegava a noite. Vivia de bicos e alimentava-se com o que tinha – quando tinha. A situação só se modificou quando um amigo descobriu a situação da vida de Carlos e contou tudo para sua mãe em Recife, que o chamou para uma conversa, pagou um tratamento de dentes para ele – foram encontradas vinte cáries – e “patrocinou” mais uma vez sua vida de atleta.

 

O acidente de Maya Gabeira

No dia 28 de outubro de 2014, Maya Gabeira sofreu um grave acidente em Nazaré, Portugal, ao tentar bater o recorde mundial de surfe em ondas gigantes. Colocada na onda por Carlos Burle, ela perdeu o equilíbrio e, por pouco, não morreu ali mesmo. Quem a resgatou foi o próprio Burle, que foi criticado por grandes nome da mídia e do esporte por tê-la incentivado a pegar onda deste tamanho. Neste mesmo dia, após Maya ter ido sã e salva para o hospital, Carlos voltou pro mar e, com ajuda de Pedro Scooby, pegou a maior onda da história: algo em torno de 32 e 35 metros.

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