Extraia o máximo da vida com Franz Kafka

26 de janeiro de 2018 | por Editora Sextante

Franz Kafka é um dos mais importantes nomes da literatura do século XX. Tímido, oprimido pelo pai e incapaz de lidar com a própria fragilidade, encontrou na arte uma maneira de dar voz à sua dor. Por meio de seus escritos, lançou um olhar tão lúcido a respeito do ser humano que ele é considerado um dos grandes gênios da literatura universal.

Embora um pouco incompreendido por conta de sua linguagem complexa, ele fazia reflexões profundas sobre as angústias da existência e das relações humanas.

Em Kafka para sobrecarregados estão reunidos alguns de seus pensamentos para entender como eles podem ajudá-lo a atravessar a vida com a sabedoria e a plenitude que ele tanto perseguia. Conheça alguns deles:

 

Todos os erros humanos são fruto da impaciência, da interrupção prematura de um processo ordenado, de um obstáculo artificial criado em torno de uma realidade artificial.

A paciência é uma atitude inteligente e pragmática que nos poupa de uma infinidade de conflitos. Segundo o guru indiano Osho, apenas observar é a arte da paciência. Observar o que acontece à nossa volta, sem nos anteciparmos aos acontecimentos, é um sinal da consciência da paz.

O Dalai-Lama afirma que “Nada é tão atraente em um homem como sua cortesia, sua paciência e sua tolerância”.

Mas talvez quem melhor definiu essa fonte de calma e inspiração tenha sido Jean-Jacques Rousseau, ao dizer: “A paciência é amarga, mas seus frutos são muito doces.”

 

A verdade é sempre um abismo.

Franz Kafka utilizava a imagem de uma piscina para falar sobre a verdade. Aqueles que buscam a verdade devem abandonar a superfície da experiência cotidiana para submergir nas profundezas. Após esse mergulho, “rindo e lutando por ar, voltamos à tona, à então duplamente iluminada superfície das coisas”.

Desta reflexão deduzimos que a verdade é algo difícil de extrair, mas que ilumina os que vão em seu encalço até as profundezas do abismo.

 

Quem conserva a capacidade de ver a beleza não envelhece.

Embora Franz Kafka tenha sido relacionado a cenários opressivos e a situações absurdas e angustiantes, ele tinha grande sensibilidade para a beleza. De fato, ele assegurava que os jovens são felizes por terem mais capacidade de apreciar o sublime.

Como antídoto contra as angústias a que nos submete este mundo prosaico, podemos recorrer à beleza conservada nos museus, às canções que nos emocionam, aos bons livros e às paisagens que tocam teclas profundas da alma.

 

Ninguém que creia de verdade viverá milagres. De dia não se veem as estrelas.

Esta frase ambígua de Kafka faz referência às maravilhas cotidianas que nos cercam, mas que geralmente não somos capazes de enxergar. Em um de seus cadernos com fragmentos de reflexões, o próprio autor afirma:

É perfeitamente imaginável que o esplendor da vida esteja disponível, sempre, em toda a plenitude, ao redor de cada um, mas coberto por um véu, nas profundezas, invisível, muito longe. No entanto ele está aí, não hostil, não a contragosto, não surdo; ele vem se o chamamos pela palavra certa, pelo nome correto. Ele é a essência da magia, que não cria, mas chama.

 

Não se pode dizer que nos falte fé. O simples fato de viver constitui uma fonte de fé inesgotável.

De uma forma ou de outra, todo problema acaba encontrando sua solução.

Os dias desfavoráveis têm um fim e são seguidos de dias melhores.

Todo acidente ou toda dificuldade é um trampolim para um estado de evolução superior.

 

Quando você se impõe uma responsabilidade grande demais, você se destrói a si mesmo.

Assumir desafios acima de nossas possibilidades pode nos esmagar, como mostra Kafka. No entanto, colocar-nos demasiadamente abaixo de nossas capacidades também nos desarma como seres humanos, porque precisamos de desafios adequados à nossa medida para crescermos e nos realizarmos.

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