Saiba como viver com autenticidade com Oscar Wilde

11 de janeiro de 2018 | por Editora Sextante

Cultuado por muitos no início de sua carreira, Oscar Wilde chegou ao fim da vida marginalizado pela sociedade. Suas máximas, entretanto, resistiram à prova do tempo e hoje são um guia para os que buscam orientação em assuntos como relacionamentos amorosos, amizades e finanças.

Nas frases ditas por Wilde ou naquelas expressas por seus célebres personagens, encontramos uma ironia única e uma sabedoria imortal que refletem o brilhantismo de um homem que aproveitou ao máximo os prazeres da vida, sem deixar de observá-la criticamente.

Conheça algumas dessas frases retiradas do livro Oscar Wilde para inquietos:

 

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

Em tese, viver é o que todos nós fazemos antes que a morte chegue. Porém, o significado de “viver” varia enormemente de uma pessoa para outra, a ponto de, segundo a filosofia de Oscar Wilde, reduzir-se, para algumas, a um mero “existir”.

Se uma pessoa apenas trabalha, paga as contas e vê os dias passarem, um após o outro, ela flutua nas águas da existência, mas não mergulha nas profundezas da vida.

 

Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas.

Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.

Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida – saúde, beleza, dinheiro, liberdade – e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.

Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.

 

O mais terrível não é termos nosso coração partido (pois corações foram feitos para ser partidos), mas transformar nossos corações em pedra.

Oscar Wilde amou de corpo e alma porque sabia que não há nada que se compare a duas pessoas que buscam se conhecer, dois seres que saem à procura do encontro, mesmo que, com isso, se exponham a riscos consideráveis.

Como disse mais de uma vez, há beleza nesse sofrimento.

Embora deixemos exposto nosso lado mais frágil ao nos entregarmos a quem amamos, não se deve temer o amor. Como dizia Oscar Wilde, Deus só pode entrar em um coração partido.

 

Convém ser moderado em tudo, até na moderação.

Buda nos orienta a viver longe dos extremos, inclusive do extremo da prudência.

O caminho do meio que Buda pregava não implica renunciar aos prazeres, mas eliminar os que nos prejudicam. Se soubermos encontrar o equilíbrio entre o excesso e a renúncia, transformaremos nossa vida em um caminho agradável e sem sobressaltos.

 

A vida não é complicada, nós é que somos. A vida é simples e o simples é sempre correto.

Ao mesmo tempo que o contato com o mundo oferece aprendizados e prazeres, também leva a desencontros e incompreensões. Seja como for, no final, sempre saímos à rua – e lá as coisas não são tão fáceis. Sempre ocorrem imprevistos que põem à prova nossos nervos e nossa capacidade de agir com objetividade e sem dificultar ainda mais as coisas.

Nossa tendência a criar obstáculos nos leva a complicar tudo. Entretanto, como nos lembra Oscar Wilde, a vida é muito mais singela do que imaginamos. Os problemas mais complexos costumam ter as soluções mais simples. Um dos segredos da felicidade é não permitir que sua mente dificulte o que é fácil.

 

O pessimista é aquele que reclama do barulho quando a oportunidade bate à porta.

Apesar das muitas adversidades que teve de enfrentar ao longo da vida, Oscar Wilde nunca deixou de ser uma pessoa otimista. Mesmo enquanto esteve preso, conseguiu encontrar alegrias no cotidiano, fosse refletindo, fosse enchendo suas cadernetas com pensamentos.

Ser otimista ou pessimista é uma escolha, uma atitude mental. Cada pessoa decide por si mesma a ótica sob a qual verá o mundo.

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