Oriente-se com Hermann Hesse

4 de janeiro de 2018 | por Editora Sextante

Um dos escritores de maior influência no século XX, Herman Hesse foi referência espiritual para várias gerações. Sua clareza de pensamento, seus princípios morais e seu profundo conhecimento da alma humana ficaram imortalizados em obras como Sidarta, Demian e O lobo da estepe.

Em Hermann Hesse para desorientados, 66 máximas do premiado escritor tratam de temas como autoestima, felicidade, autoconhecimento, busca por aceitação, sucesso e realização pessoal. Veja algumas delas:

 

Quando odiamos alguém, odiamos em sua imagem algo que está dentro de nós.

Muitas pessoas acreditam equivocadamente que o ódio é o oposto do amor, quando a única coisa que é contrária ao amor é a indiferença. O que não amamos não existe para nós. Se um país não nos atrai, simplesmente nunca pensamos nele.

Quando odiamos alguém, é porque essa pessoa possui algo que nos toca profundamente e nos provoca mal-estar. Esse alguém está espelhando algo que há dentro de nós e que não queremos reconhecer. Se não fosse assim, não nos incomodaria tanto.

 

O brando é mais forte que o duro; a água, mais forte que a rocha; o amor, mais forte que a violência.

O poder das pequenas coisas, até mesmo das que nos parecem invisíveis, pode operar grandes mudanças.

A força do amor, assim como a água, reside em se adaptar ao meio em que se vive. Alguém capaz de amar – não só a outra pessoa, mas também a um projeto – molda-se às dificuldades para dar a cada situação o melhor de si mesmo. Se sabemos fluir com amor diante dos cenários mutáveis da vida, jamais nos veremos afetados pelas circunstâncias.

 

Nada faz tão bem nos momentos difíceis quanto se entregar à natureza, não de forma passiva, mas de forma criativa.

A natureza nos acolhe sem fazer perguntas, sem nos julgar, e isso nos devolve a tranquilidade perdida e nos conecta com nosso centro espiritual. Há pessoas que vão ao rio para ouvir o som da água, porque dizem que isso as relaxa; outras vão caminhar no campo para esvaziar a mente das preocupações cotidianas ou se permitem apenas ficar em silêncio com pensamentos mais elevados sobre sua existência.

Todo ser humano precisa retomar essa tranquilidade essencial, sair do mundo por alguns instantes e estar a sós consigo mesmo, confortado pela natureza.

 

O medo não é um meio de ensinar.

Se impusermos os nossos critérios e não respeitarmos o outro, só conseguiremos que nos evitem ou nos temam. Para ensinar de verdade é necessário amar o que se fala, o que se ensina e, definitivamente, amar o próximo.

 

Às vezes as pessoas se agarram às coisas e pensam que se trata de fidelidade, mas é pura preguiça.

A desculpa de “farei isso amanhã”, chamada de procrastinação, é uma grande armadilha para não se executar as decisões tomadas.

São muitas as desculpas que utilizamos para permanecer onde estamos. Agarrar-se ao status quo é humano, pois o esforço e as mudanças nos dão preguiça e até medo.

A imobilidade geralmente tem sua origem no medo de sofrer a frustração de expectativas não cumpridas. No entanto, não há fracasso pior do que não tentar.

 

Para que o possível possa surgir, é preciso tentar insistentemente o impossível.

A fé incondicional e a vontade de conseguir algo podem fazer milagres. Só há uma coisa certa: se não nos arriscarmos, nada jamais mudará.

A história do mundo foi feita de homens e mulheres que se recusaram a desistir de seus sonhos e objetivos, por mais que eles parecessem estranhos aos olhos dos outros.

Mesmo que não consigamos dominar a alquimia que transforma o impossível em possível, ao menos teremos aprendido algumas lições.

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