O início da compreensão da fascinante mente de Jesus Cristo

14 de dezembro de 2017 | por André Sequeira

Augusto Cury é um dos autores de maior sucesso no Brasil, com livros encabeçando todas as listas de mais vendidos do país. Mais conhecido por obras de não ficção, como Pais brilhantes, professores fascinantes e O código da inteligência, é agora com um romance que ele irá abalar, de uma vez por todas, as certezas de cada um dos leitores.

Baseado em uma experiência pessoal do autor – e que ele decidiu contar em forma de novela –, O homem mais inteligente da história é o primeiro volume de uma coleção que chega para marcar a literatura nacional. Nela, um cientista ateu tem a tarefa hercúlea de desvendar a mente de Jesus Cristo. Como protagonista – e alter ego –, Cury escolheu o renomado psiquiatra Marco Polo.

Médico, cientista e pesquisador, o autor tem sempre como foco a mente humana, principalmente, o lado emocional. Ele mostra, com conhecimento e destreza, que a gestão das emoções é o caminho mais seguro para o sucesso e para o equilíbrio profissional e pessoal. Contudo, se alguém ainda tem dúvida da importância do tema, que tal examinar aquela que é a personalidade mais conhecida da humanidade?

Em O homem mais inteligente da história, Augusto Cury analisa se Jesus Cristo era um mestre em autocontrole e se sabia administrar seu lado emocional, se trabalhava perdas e frustrações, se deixava sua criatividade fluir, se contemplava o belo e se formava pensadores. Para isso, o escritor deixa de lado a relevante questão religiosa e o estuda, apenas, com base na psicologia, na sociologia e na psicopedagogia.

Muitas pessoas acreditam que males como a depressão, a raiva, o individualismo, entre muitas outras mazelas, são características específicas da sociedade atual, frenética, materialista e superficial. Muito pelo contrário. Segundo o alter ego de Cury, Marco Polo, Freud era um narcisista, Einstein tinha traços depressivos, Franz Kafka era depressivo e Shopenhauer vivia sob tremenda angústia. Sinal de que a má gestão da mente humana está presente há séculos. Mas o que seria isso? Gerir a mente é gerenciar os pensamentos, proteger a emoção, libertar a criatividade e se tornar protagonista da própria história.

Dessa forma, o protagonista pesquisará a fundo, por meio de depoimentos de quem viveu na época, o modo como Jesus Cristo geria seus sentimentos. Algumas das habilidades que foram estudadas: capacidade de filtrar estímulos estressantes; competência para debelar focos de tensão; resiliência para suportar frustrações; consciência crítica.

Todas as conclusões que surgem ao longo do livro são apresentadas sob a forma de um debate. De um lado, Marco Polo e seu amigo neurocientista Michael Herman; do outro, os teólogos Alberto Mullen e Thomas Hilton. Aqui não há vencedores, apenas uma certeza: nunca os alicerces de homens considerados racionais foram tão abalados; ao mesmo tempo, nunca renomados teólogos haviam percebido que conheciam tão pouco os textos nos quais julgavam ser peritos.

O homem mais inteligente da história apresenta uma trama inteligente e instigante que fará todos pensarem sobre como levam a vida no trabalho e dentro de casa. Não será uma reflexão fácil e suave, mas, definitivamente, será o início de uma nova era para cada um. Para quem já conhece a obra de Augusto Cury, será mais um deleite. Para os que ainda não se aventuraram, será a estreia perfeita.

A sequência deste primeiro volume já está nas livrarias. O homem mais feliz da história contém a jornada de Marco Polo para tentar desvendar os misteriosos códigos da felicidade ocultos no mais famoso discurso de Jesus Cristo: o Sermão da Montanha.

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