Eu maior

13 de dezembro de 2017 | por Editora Sextante

Felicidade (parte I)

No cartaz do documentário Eu Maior, lê-se: “Um filme sobre autoconhecimento e busca da felicidade.” Inicialmente, o slogan do projeto era apenas “Um filme sobre autoconhecimento”. A expressão “e busca da felicidade” foi acrescentada mais tarde, e por uma razão bem prática. Muitas pessoas simplesmente não sabiam o que era autoconhecimento, e por isso mesmo não entendiam o espírito do projeto. A iniciativa deu certo e sublinhou uma ligação que, para muitos, parece natural. Não é o anseio por felicidade que nos inspira a nos conhecermos cada vez melhor?

Refletir sobre a felicidade é tão fascinante quanto complexo, razão pela qual a conversa sobre o tema rendeu e precisou ser dividida em duas partes. A primeira, apresentada aqui, focou nas muitas definições de felicidade. Que definições são essas e por que há tantas delas? A premissa de que não se pode comprar a felicidade com dinheiro também foi abordada e relativizada.

 

Paulo Schultz: Eu concordo que é o anseio por felicidade que nos inspira a nos conhecermos melhor. Isso não significa que você precise estar “mal” para buscar o autoconhecimento, pelo contrário. Conheço histórias de pessoas que estavam absolutamente de bem com a vida – bem consigo mesmas, com a família, com o trabalho – quando começaram a sentir uma angústia existencial. É como se, subitamente, a felicidade que elas conheciam até então não as satisfizesse mais e fosse preciso ir além – não em termos de quantidade, mas de qualidade. De certa forma, eu me incluo nesse grupo.

Roberto Crema: O ser humano é inacabado, não é verdade? O educador Paulo Freire falou desse inacabamento, assim como o sábio Confúcio, há mais de 2 mil anos. Nós não nascemos humanos; nós nos fazemos humanos. E, à medida que logramos essa inteireza, encontramos a felicidade, porque tudo que é inteiro é belo, é saudável, é sagrado – e é feliz.

Marcelo Gleiser: Eu associo felicidade a liberdade. São duas coisas que, para mim, andam de mãos dadas. Quem tem a possibilidade de escolher os compromissos profissionais e emocionais que vai assumir é uma pessoa livre, e portanto feliz.

Benjamim Taubkin: Sentido. Todo ser humano deveria poder ver sentido naquilo que faz. Alienar a vida de sentido é quase um exílio da própria vida. Por isso, quando vejo sentido naquilo que faço – independentemente de eu estar contente ou triste –, sinto que ali está um tanto de felicidade.

Letícia Sabatella: Eu também preciso ver sentido no que faço. Para me sentir feliz, preciso acreditar que estou no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa – não importa o que esteja acontecendo ao meu redor. Se eu chegar à conclusão de que deveria estar em outro lugar, fazendo outra coisa, isso é pior do que estar numa situação difícil mas me sentindo inteira ali.

Mediador: Como você sabe, Letícia vem do latim laetitia, que quer dizer “alegria, felicidade”. Você vê alguma diferença entre esses dois sentimentos?

Letícia Sabatella: Talvez a alegria seja uma felicidade mais fugaz, mais superficial? Ou será que a felicidade é uma alegria mais profunda? Confesso que não sei! (Risos)

Mario Sergio Cortella: Eu diria que felicidade é uma forma de alegria, só que mais exuberante. É por isso que, quando estamos felizes, sentimos a vida pulsar com mais intensidade. Os latinos usavam a palavra felix para designar felicidade, e não por coincidência felix também significa fértil. Felicidade é fertilidade. Quando estou feliz, eu me sinto pleno, cheio de vida.

Mediador: E você, Niclevicz? Precisa escalar o Everest para se sentir feliz?

Waldemar Niclevicz: Certamente, chegar ao cume de uma grande montanha é um momento feliz, inclusive pela superação pessoal que aquilo representa. Mas não é o único. De modo geral, acho que felicidade é estar em harmonia consigo mesmo e com aquilo que está ao seu redor. Eu costumo me sentir mais feliz no meio da natureza, contemplando a paisagem.

Ari Raynsford: Felicidade para mim se resume a paz de espírito. Se você tem essa paz interior, você é uma pessoa feliz.

Gloria Arieira: Eu diria que é estar livre do desejo de chegar a alguma coisa ou a algum lugar. É relaxar essa busca incessante por algo que supostamente está faltando.

Paulo de Tarso Lima: Tem um ditado oriental que fala um pouco sobre isso: “Tudo um dia será nada, e esse nada será o tudo que tanto procuramos encontrar.”

Mediador: A felicidade seria esse tudo – ou nada – tão difícil de se encontrar?

Paulo de Tarso Lima: Eu acho que felicidade é simplesmente a possibilidade de “ser”, sem se preocupar tanto com o “fazer”. É aquele momento em que você fala: “Eu estou aqui; estou ‘sendo’, e isso é suficiente.” Pode parecer curioso um médico dizer isso, já que ele é o responsável pelo bem-estar de tantos pacientes, mas, quando consigo abrir mão do controle e paro de querer manipular a vida, eu me sinto mais feliz.

Mediador: E a questão do bem-estar físico? Até agora ninguém falou sobre isso, mas será que ele também não faz parte dessa equação?

Barbara Abramo: Um mínimo de conforto há que se ter. Acho muito difícil alguém ser feliz caso esteja doente, sem comida, sem abrigo, sem ajuda. A felicidade não depende só da mente; ela depende do corpo também.

Flávio Gikovate: Ausência de desconforto é importante, tanto do ponto de vista físico quanto psíquico. Toda pessoa que estiver cheia de dores ou muito frustrada terá mais dificuldade com a felicidade. Agora, na presença do desconforto, simplesmente livrar-se dele – que seria uma forma de “prazer negativo” – não é suficiente para deixar ninguém feliz. É preciso que haja “prazeres positivos” embutidos nessa equação que chamamos de felicidade.

Mediador: O que seriam esses “prazeres positivos”?

Flávio Gikovate: Segundo Schopenhauer, que foi um filósofo alemão, o “prazer positivo” começa do zero, ou seja, ele não depende do fim de uma dor preexistente. Ele pode ser físico, como o prazer do sexo, ou intelectual, como o prazer da música, da literatura e das boas conversas. Schopenhauer coloca mais uma variável que eu acho interessante registrar, que é a tal “alegria de viver”. Ele dizia ser uma dádiva divina o fato de que certas pessoas nascem mais bem-humoradas do que outras e, portanto, mais dispostas a rir, a brincar e, de alguma maneira, a serem mais felizes.

Ari Raynsford: Outra referência interessante a mencionar é o psicólogo americano Abraham Maslow, que estudou as necessidades humanas e as organizou hierarquicamente. Necessidades físicas, como comida, água e sono, estão na base dessa hierarquia, e só depois de atendê-las é que a pessoa vai conseguir se dedicar às necessidades mais “nobres”, como a paz de espírito que eu destaquei.

Mediador: Você acha, então, que receber uma cesta básica pode ser fonte de felicidade?

Ari Raynsford: Eu acho que sim, porque, se a pessoa passa fome com frequência, ter o que comer é uma questão central na vida dela. Maslow organizou as necessidades num formato de pirâmide. Na base estão as necessidades físicas primordiais: respiração, comida, água, sexo, sono. Logo acima vêm as necessidades ligadas à segurança, ou seja, integridade física, saúde, emprego, etc. Depois vêm as necessidades ligadas ao amor e à amizade. Se você já estiver com todas essas necessidades bem resolvidas, aí então passará a se preocupar com a opinião que os outros têm de você e com a sua autoestima. Acima dessas necessidades, no topo da pirâmide, estão as necessidades mais sutis, relacionadas à manifestação do potencial criativo, moral, emocional e espiritual. Muita gente se pergunta: “Por que o que tenho hoje não me deixa mais feliz como deixava no passado?” Pensar na felicidade dessa forma, em termos de necessidade, dá a resposta. À medida que as nossas necessidades mudam, muda também o tipo de felicidade capaz de nos satisfazer.

Mediador: Vendo por essa lógica, a ideia de que dinheiro não compra felicidade é relativa. Se as necessidades básicas de uma pessoa – como comida, casa e saúde – ainda não estiverem equacionadas, ter dinheiro certamente pode ajudar.

Waldemar Falcão: O dinheiro só desempenha papel relevante na felicidade das pessoas quando faz com que elas saiam da pobreza. A partir daí, a importância fica cada vez menor. Há estudos científicos, realizados por psicólogos e economistas, demonstrando que o dinheiro tem grande impacto na felicidade de quem ainda está na pobreza, pouco impacto na felicidade de quem já se estabilizou na classe média e quase nenhum impacto na felicidade de quem já é rico.

Ricardo Lindemann: O que faltou a astros como Elvis Presley, Michael Jackson, Amy Winehouse e Whitney Houston para serem felizes? Eles conquistaram fama e dinheiro e, no entanto, morreram jovens e até se tornaram dependentes químicos. A verdade é que sem a conquista do autodomínio, da autoentrega e do autoconhecimento – ou seja, da vontade, do amor e da sabedoria – não se chega à felicidade que liberta. As necessidades do espírito são sutis demais para serem supridas por manifestações similares falsificadas, como desejo, paixão e astúcia, respectivamente. Essas podem até satisfazer o ego num primeiro momento, mas acabam criando um vazio existencial que dinheiro nenhum vai preencher. Por isso dizia o Cristo sobre a sede das posses do mundo: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna.”

Mediador: Como é que vocês veem a percepção da felicidade hoje, em comparação com a da geração de seus pais e avós quando tinham a mesma idade?

Tatiana Clauzet: Hoje as pessoas têm mais opções. Muitas barreiras e tabus foram quebrados, principalmente para as mulheres. Essa pluralidade de possibilidades pode facilitar a felicidade, mas também pode nos deixar mais confusos e ansiosos, sem saber para onde ir. Antigamente a vida era mais simples e previsível, não é mesmo? Parece até que as pessoas se contentavam com menos.

Marcio Libar: Para os meus pais se considerarem felizes, bastava um fusca, uma casinha própria e estar com os dois filhos na escola. Hoje um casal de classe média precisa de dois carros, de uma casa com vários quartos – com TV em cada um deles –, notebooks, wi-fi, celulares. Resta saber onde é que esse consumismo vai parar! O que mais me preocupa é a queda na interação entre as pessoas. Quer dizer então que a família só vai se sentar para conversar quando acabar a luz elétrica ou quando cair o sinal da internet? A vida está tão corrida – as pessoas trabalham tanto e fazem tantas coisas ao mesmo tempo – que parece até que ninguém mais tem tempo de ser feliz.

Mediador: Como é que você faz para lidar com essa falta de tempo e ser feliz?

Marcio Libar: Eu não tenho falta de tempo! Para falar a verdade, sou o cara mais ocioso que já conheci. Às vezes, perco até a noção do tempo; não sei dizer se  é domingo ou segunda-feira. É uma espécie de ócio criativo. Esse tempo livre me dá liberdade para criar, mas, quando chega a hora de trabalhar, estou ali de corpo e alma. Não sei se essa é a fórmula da felicidade, mas ela funciona para mim.

Laís Bodanzky: Tem uma cena engraçada num filme do Guel Arraes que fala um pouco sobre isso. É mais ou menos assim: o colonizador português se aproxima do índio e pergunta: “Existem tantas árvores aqui no Brasil, por que você não corta e vende?” O índio não entende. “Para ganhar dinheiro”, o português explica. “Você poderia vendê-las para mim.” O índio continua sem entender. “Ganhando dinheiro você poderá descansar.” Detalhe: o índio está deitado numa rede pendurada num tronco de árvore! (Risos)

Mediador: Por que tanto esforço para se buscar uma felicidade que já está aqui? É isso?

Laís Bodanzky: Exatamente. Para mim, felicidade é você estar no aqui e no agora, se sentindo pleno. Você não precisa nem estar fazendo algo de especial. Aliás, eu adoro uma rede. E não é para me deitar e ler um livro, não; é para me deitar e não fazer nada! É algo que me dá grande prazer; ficar ali com os meus botões, relaxando o corpo, ouvindo o vento. Também é uma lembrança da minha infância, no sítio da minha avó. Ficar deitada na rede, ouvindo o barulho do vento balançando as folhas das árvores. Era muito bom.

Mediador: Por falar em experiências sensoriais, eu gostaria de propor um exercício que, além de divertido, pode expandir a percepção da felicidade para além do racional. Vou fazer algumas perguntas e gostaria que vocês respondessem da forma mais espontânea possível. A primeira pergunta é a seguinte: se a felicidade pudesse ser percebida pelo toque, como seria essa experiência?

Laís Bodanzky: Seria a sensação da mão da minha avó fazendo cafuné na minha cabeça.

Benjamim Taubkin: A mão da amada, sem dúvida, é um toque feliz.

Paulo Schultz: A felicidade é morna. Calor e frio pressupõem certo desconforto ou desgaste físico, e eu associo felicidade a bem-estar.

Tatiana Clauzet: A felicidade é esférica. Ela não tem arestas.

Marcelo Gleiser: É a sensação de tocar as pétalas de uma flor.

Marcio Libar: A felicidade é macia como uma nuvem e, como uma nuvem, ninguém consegue segurá-la.

Mediador: E se a felicidade tivesse uma cor, qual seria?

Letícia Sabatella: A cor do arco-íris.

Greta Silveira: Lilás é uma cor que me traz bastante alegria. Se for um lilás cintilante, mais felicidade ainda.

Mario Sergio Cortella: A felicidade pode ter outros matizes, mas eu sempre volto para o azul. A primeira coisa que vi, quando meus olhos se abriram, foram os olhos de minha mãe, que são verde-azuis. Meu pai também tinha olhos azuis.

Marina Silva: Azul do céu. E o céu é azul porque atrás dele está o Universo, que é infinito.

Mediador: E se a felicidade tivesse um perfume?

Araquém Alcântara: Cheiro da terra prenhe, depois de uma chuva de verão.

Kaká Werá: Seria o cheiro do lírio-do-brejo, uma flor silvestre que dá em beira de rio. É um cheiro que às vezes me pega desprevenido, quando estou caminhando pela mata, e me faz lembrar que a vida é cheia de surpresas – e cheia de belezas.

Monja Coen: O perfume da felicidade é aquele que nos traz bem-estar. Eu, pessoalmente, gosto da fragrância do sândalo, que remete a purificação.

Ari Raynsford: Na infância, eu me lembro de um quadro perfumado feito de sândalo, com uma frase que nunca esqueci: “Sê como o sândalo, que perfuma o machado que o fere.”

Carlos Burle: Cheiro de talco de neném. É um cheiro que remete a pureza e ingenuidade, qualidades fundamentais para se ser feliz.

Mediador: Se a felicidade tivesse um gosto, qual seria?

Paulo Schultz: Gosto de água pura quando se está com muita sede.

Paulo de Tarso Lima: A felicidade tem gosto de simplicidade com saciedade. Comer melancia gelada no verão é um bom exemplo.

Richard Simonetti: A felicidade tem gosto de chocolate, que para mim é um verdadeiro manjar dos deuses. Não por acaso, o chocolate também libera endorfina, um hormônio associado a prazer, relaxamento e bem-estar.

Araquém Alcântara: Tem gosto de arroz e feijão, batata frita, peixinho fresco caiçara – frito em fogão a lenha – e uma cachacinha sem rótulo, mas de fonte boa.

Prem Baba: A felicidade tem o sabor que escolhemos dar a ela. Alguns se contentam com a amargura. Para mim, ela teria um sabor doce.

Ari Raynsford: Doce. Pelo menos é o que eu sinto na presença de pessoas que me parecem felizes: doçura no olhar, doçura no falar, doçura nos gestos, doçura na energia.

Mediador: Para terminar, qual seria o som da felicidade para vocês?

Mario Sergio Cortella: O som da felicidade é um som mais agudo, essencialmente feminino. O aspecto feminino não é exclusividade das mulheres. O feminino só está mais adensado nas mulheres. É um som absolutamente agradável, que talvez se aproxime do canto das sereias.

Tatiana Clauzet: O som de um rio ou de um riacho. O som de água correndo.

Monja Coen: O som do nirvana, ou seja, o som da tranquilidade de quem está escutando.

Roberto Crema: Pela audição corporal, percebo a felicidade expressa no canto dos pássaros, na voz vibrante da criança e no murmúrio de uma fonte límpida no deserto. Pela audição da alma, é o som de uma declaração sincera de aceitação e de amor. Pela audição da consciência, felicidade é o som do silêncio.

Benjamim Taubkin: O som do silêncio, mas também a música de Bach. Um octeto de cordas de Mendelssohn. O som de manifestações populares de diferentes lugares do mundo. O som de uma criança nascendo. São muitos os sons.

Mediador: Vejam que não é só o conceito de felicidade que muda de pessoa para pessoa. A própria experiência física da felicidade varia.

Marina Silva: Ela varia porque somos únicos, ainda que iguais. Aliás, a beleza da condição humana é justamente essa possibilidade de você ser completamente original e completamente igual. É um paradoxo, mas é bom que seja assim. O psicanalista Fábio Herrmann, em sua instigante Teoria dos Campos, diz que a diferença entre as pessoas que têm uma neurose saudável e aquelas que têm uma neurose patológica é que estas – as de neurose patológica – têm um acervo muito limitado de razões para se sentirem tristes ou felizes. Ele define essa questão da seguinte forma: “Dir-se-ia que o neurótico (ou psicótico) especializou-se num certo padrão, enquanto a normalidade é feita de variados conflitos, de inúmeras fixações parciais, de pequenos sintomas dispersos.” Talvez seja isso, afinal, que nos leva a ser mais ou menos felizes. Para mim, felicidade se assemelha ao que diz o texto bíblico, em Josué: “alimentar-se da novidade da terra”, para estarmos livres das amarras que nos condenam à repetição, que inevitavelmente nos leva ao infortúnio da estagnação.

Rubem Alves: Um dia eu estava conversando com uma amiga, no interior de Minas, e ela disse o seguinte: “Rubem, eu faria um trato com Deus. Eu daria um ano de minha vida se ele me desse de volta uma das noites da minha infância. Porque de noite, lá em casa, tinha fogão a lenha. A gente ficava na cozinha e estava o pai, estava a mãe, tinha pipoca. E a mãe falava: ‘Eu vou lá fora pegar umas folhas de laranja pra fazer um chá pra nós.’ E o meu pai dizia: ‘Mulher, você vai ficar estuporada.’ Toda noite era assim, e olha que ela nunca ficou estuporada! Isso, para mim, é parte do céu, e o que a gente quer no céu não é o novo; a gente quer é recuperar a felicidade efêmera que tivemos em certos momentos da vida.” Como cada um tem um céu diferente, talvez seja por isso que haja tantos tipos de felicidade.

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