As mudanças de poder no marketing digital

7 de dezembro de 2017 | por Editora Sextante

A transição marketing tradicional para o digital é muito mais que uma simples troca de mídia. Na verdade, essa metamorfose muda de forma significativa as estruturas das relações de poder entre empresas e consumidores e as estratégias e caminhos para engajar e atingir o público.

Além das novas tecnologias, mudanças de comportamento do consumidor e novos valores sociais também estão ligados ao que é chamado de Marketing 4.0 por Philip Kotler, autor que é considerado pai do marketing moderno.

Neste artigo, vamos expor e analisar algumas dessas alternâncias nas relações de poder, a luz dos argumentos do livro Marketing 4.0

 

Mais inclusivo que exclusivo

Se antes a exclusividade era algo desejado em alguma estratégias de marketing, hoje a inclusão é um valor muito mais interessante do ponto de vista mercadológico.

Assim como os poderes econômicos globais que antes eram concentrados em superpotências e hoje estão sendo distribuídos de forma mais uniforme, os mercados também estão cada vez menos concentrados e mais distribuídos.

Inovações disruptivas levam produtos mais acessíveis para públicos que eram considerados um “não-mercado” antes, seja pelo poder aquisitivo baixo ou pela dificuldade em distribuição.

Portanto, o marketing precisa ser cada vez mais inclusivo e menos exclusivo, voltando-se para atender novos mercados e consumidores.

 

Mais horizontal que vertical

Com a globalização e a transformação digital, as disputas por fatias do mercado estão mais niveladas. Mesmo uma empresa com nome, história, grande porte e sede em uma grande potência podem ser destronadas por pequenas startups de qualquer lugar do mundo, com uma operação mais simples, barata e escalável.

Isso acontece porque o fluxo de inovação, que antes era vertical, está cada vez mais horizontal. No passado, as novidades vinham das empresas e eram levadas ao público de forma linear, de cima para baixo. Hoje, a inovação parte do próprio público e é fundamental um setor de marketing capaz de coletar e desvendar esses dados.

No contexto atual, é incoerente que uma marca enxergue um consumidor como apenas um alvo. O relacionamento entre empresas e clientes está se tornando mais horizontal, mesmo porque um único cliente insatisfeito pode significar um dano devastador para um negócio caso suas dores sejam ressoadas por suas comunidades virtuais.

Hoje, os consumidores precisam ser tratados como amigos e colegas da marca, que por sua vez deve ter um comportamento e caráter muito bem definido e focado.

 

Mais social que individual

A decisão de compra não é mais um processo exclusivamente individual. Se antes um potencial cliente refletia sozinho antes de decidir por boa parte do seu consumo, a conformidade social hoje se tornou muito mais relevante.

Os consumidores e importam mais com a opinião dos seus pares e consideram as muitas avaliações de um produto na internet antes de definir uma compra. Da mesma forma, as comunidades virtuais exercem um peso grande nas decisões de consumo dos seus participantes.

Neste ambiente, é esperado que cada vez mais as compras pessoais se tornem processos sociais.

 

O Marketing 4.0 é, então, horizontal, inclusivo e social. Quer saber mais sobre essa metamorfose? Conheça o livro Marketing 4.0, de Philip Kotler e aprenda com o maior especialista no assunto.

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