Então é (quase) Natal… e o que você fez?

1 de dezembro de 2017 | por Bruna Amaral

O fim do ano chega e com ele esse terrível questionamento que faz muitas pessoas começarem uma crise existencial. Afinal, mais um ano se passou e a sensação é de que nem percebemos…

E nada pior do que fazer uma breve retrospectiva desses últimos 12 meses e constatar que não houve nenhum acontecimento pessoal extraordinário ou excepcional e que aquela lista de metas e resoluções para 2017 terá que ficar para 2018 (e olhe lá…).

Independente do tipo de vida que se leva, uma coisa é certa para todos (vou generalizar sim!): A rotina nos consome! E ficamos tão preocupados com ela, que vamos procrastinando todo o resto e depois ficamos frustrados por não alcançar o que realmente desejamos.

Crescemos já com a preocupação e responsabilidade de ter sucesso na vida. Quantas vezes você ouviu quando criança a pergunta “O que você vai ser quando crescer?”. Já na infância percebemos que o mundo dos adultos exige escolhas importantes e decisivas, que determinarão nosso sucesso e realização.

Mas aposto que foram poucas (ou nulas) as vezes que alguém te perguntou “QUEM você será quando crescer?”.

 

“QUEM SOU EU?”

Sou uma pessoa feliz e realizada? Quais são meus defeitos e como posso melhorá-los? Sei enfrentar as adversidades da vida com sabedoria? Estou em constante evolução ou estagnado pela vida?

Quantas vezes conseguimos olhar para dentro e questionar isso? Será que é possível identificar o ser humano que nos tornamos? Ou sabemos realmente no que as experiências positivas e negativas da vida contribuíram para o que somos hoje?

 

“O QUE EU VIM FAZER AQUI?”

A vida vai passando e no dia a dia ficamos tão preocupados com o trabalho, dinheiro, relacionamentos e etc, que nos esquecemos de olhar para nós, e identificar pra onde tudo isso está nos levando. Será a vida isso? Pagar boletos, cuidar da casa, família, carreira profissional e depois morrer?

Prem Baba fala muito sobre todas essas questões no livro Propósito, onde ele mostra que apenas o autoconhecimento pode nos ajudar a descobrir o sentido da vida. Afinal de contas, para descobrir o que queremos ser, primeiro devemos saber quem somos.

“Quando você é um estranho para si mesmo, nem o mundo inteiro é capaz de preenchê-lo. Você acorda pela manhã e se pergunta: “Pra quê?”. Você se veste e sai para a vida, mas sempre se questionando. Nada faz sentido, nada satisfaz. E qualquer coisa que o mundo ofereça é insuficiente. Você se sente insatisfeito e frustrado. Muitas vezes, deprimido. A vida torna-se um fardo. Aquilo que você considerava normal de repente se torna absurdo, porque você começa a perceber a falta de sentido no modo como vive e na sua relação com o mundo…”. 

O fim do ano contribui para que muitas pessoas reflitam sobre suas vidas e o que desejam melhorar no futuro próximo. A lista de metas se renova e expectativas são criadas para uma realidade melhor. Em seus ensinamentos, Prem Baba nos auxilia a desenvolver o autoconhecimento e a identificar o nosso propósito de vida. E perceber que a felicidade não está vinculada a realizações e objetivos do futuro. A felicidade deve começar agora, com a consciência de quem somos e do que podemos melhorar para a evolução do nosso mundo interior e exterior.

“É importante lembrar que a vida nesse corpo tem um prazo de validade muito curto. O tempo é aquilo que temos de mais valioso. Quando você menos espera, a vida passa, o jogo acaba, por isso não desperdice o seu tempo com coisas inúteis. Não se perca na ilusão de que precisa batalhar muito para algum dia poder curtir a vida. Você não precisa conquistar o mundo para ser feliz. Você pode ser feliz agora, mesmo sem ter conquistado o mundo.”

“Sabemos que estamos alinhados com nosso Propósito quando encontramos um motivo real para acordarmos e vivermos o dia com alegria! E esse motivo, em última análise, é vivermos o amor!” 

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