Realizar sonhos requer disciplina. Nunca desista.

30 de outubro de 2017 | por Filipe Isensee

Aviso: derivações da palavra sonho aparecem quase 30 vezes ao longo do texto. Não há como escapar delas ao escrever sobre – tcharããn! – Nunca desista de seus sonhos. Os sinônimos (fantasia, devaneio, desejo e quimera, por exemplo) empalidecem diante do que propõe Augusto Cury em seu novo livro. E ele a repete por mais de uma centena de páginas talvez para despertar nos leitores a beleza de sentir o sonho se tornar real. Entre os extremos, uma vida inteira de aventuras pode se cumprir, abrindo caminhos para sonhos novos. Mais que título, a frase que dá nome ao livro soa com um recado afetivo que você provavelmente já leu ou ouviu de alguém próximo. Resta saber – e só você pode responder isso – se conseguiu segui-lo à risca. Se não, Cury insiste e lembra: realizar sonhos requer disciplina. Nunca desista.

Uma breve passagem pelos noticiários pode nos levar à máxima dita à protagonista de O fabuloso destino de Amélie Poulain: são tempos difíceis para os sonhadores. Você se considera um deles? Se eram difíceis em 2001, quando o cultuado longa francês foi lançado, imagine agora! Pensando melhor, o mundo nunca foi mesmo um lugar dócil para os sonhadores.  Mas essa verdade não nega o sonho, ao contrário, só potencializa seu lugar de resistência, resiliência, sapiência e – por que não? – saliência também. Ao analisar os sonhadores que mudaram a história, Cury sustenta:“Seus sonhos se tornaram realidade porque ganharam um combustível emocional que jamais se apagou, mesmo ao atravessarem chuvas torrenciais. Qual é esse combustível? A paixão pela vida, o amor pela humanidade. Foram dominados por um desejo incontrolável de serem úteis para os outros. Quem vive para si mesmo não tem raízes internas”.

© Hulton-Deutsch Collection/CORBIS

A trajetória de quatro deles – Jesus, Abraham Lincoln, Martin Luther King e o próprio Cury – são recontadas com o intuito de dissecar “princípios fundamentais que alicerçaram a inteligência dos grandes sonhadores de todas as eras”. São inspirações que ressoam até hoje. Ativista norte-americano e líder na luta pelos direitos civis, King proferiu um dos discursos mais célebres do século 20, no qual dizia para uma multidão: “Eu tenho um sonho”. A fala contundente, corriqueiramente recuperada em obras sobre os anos 1960, está disponível no Youtube. Cinquenta anos depois, no dia 23 de agosto de 2013, o então presidente Barack Obama constatou que o sonho de King, embora ainda não completamente realizado, mudou os Estados Unidos.

Em outro momento, ao narrar sua jornada, o psiquiatra, escritor e sonhador de 59 anos explica como lidou com a crise depressiva ainda jovem e confrontou raciocínios derrotistas: “O transtorno emocional o levou a enxergar a dor por outro ângulo. Entendeu o grande dilema exposto neste livro e que os sonhadores sempre enfrentaram: a dor nos constrói ou nos destrói. Ele preferiu usá-la para se construir”, relata Cury, optando por manter neste a estrutura de outros perfis escritos em terceira pessoa. Hoje, com dezenas de livros lançados e milhões vendidos, é considerado o autor brasileiro mais lido da última década. “A mais excelente genialidade é a construída nos escombros das dificuldades e nos desertos secos dos desafios”, assegura.

Do início ao fim, Cury reforça a necessidade do sonho na vida cotidiana e o coloca como elemento essencial para a manutenção da felicidade. Um tipo de sonho que se busca e se conquista também de olhos abertos. Nunca desista.

 

Inspire-se:

#NuncaDesista

“Apesar dos nosso defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”

 

#NuncaDesista

“Uma vida sem sonhos é uma manhã sem orvalhos, um céu sem estrelas, uma mente sem criatividade, uma emoção sem aventuras. Os sonhos não determinam o lugar aonde vamos, mas produzem a força necessária para nos tirar de onde estamos. Porém, eles não podem ser solitários, precisam enamorar-se da disciplina. Sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, e disciplina sem sonhos produz pessoas autômatas, que só obedecem às ordens dos outros.”

 

#NuncaDesista

“Nossa capacidade de amar, tolerar, brincar, criar, intuir, sonhar é uma das maravilhas que surgem numa esfera que ultrapassa os limites da razão. Todas as pessoas muito racionais amam menos e sonham pouco. Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais.”

 

#NuncaDesista

“Os maiores riscos para quem sonha são as pedras do caminho. Tropeçamos nas pequenas pedras e não nas grandes montanhas. Quem é controlado pelos riscos e pelos perigos das jornadas não tem resistência emocional. Você tem essa resistência?”

 

#NuncaDesista

“Nem sempre os sonhos são definidos e bem organizados no teatro da mente. Às vezes nascem como pequenos traçados, simples esboços, ideias vagas que vão se desenhando e tomando forma ao longo da vida. Todas as grandes mudanças da humanidade no campo social, político, emocional, científico, tecnológico e espiritual surgiram por causa de grandes sonhos.”

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