Cinco profissionais de sucesso que passaram pela Fundação Estudar

26 de outubro de 2017 | por André Sequeira

Carlos Brito

Formado em Engenharia Mecânica pela UFRJ em 1984, começou a carreira na área de Logística da Shell. Já havia trabalhado na Alemanha pela Mercedez Benz e achava que era hora de voltar ao exterior, agora como aluno. Seguindo o conselho de um amigo, candidatou-se a uma vaga em Stanford, na Califórnia, e acabou como o único brasileiro aceito naquele ano na universidade. Passada a euforia, ele precisava resolver um “pequeno” problema: como custear os estudos?

Novamente por intermédio de um amigo, soube que Jorge Paulo Lemann se interessava muito por educação e gente talentosa. Após uma entrevista entre os dois, Carlos conseguiu a sua tão sonhada bolsa e teria, apenas, que respeitar três condições: manter o empresário informado do que estava acontecendo no curso; comprometer-se a ajudar, no futuro, pessoas na mesma situação em que ele se encontra hoje; e, quando fosse aceitar uma proposta de emprego, deveria contatar antes o próprio Lemann.

Carlos Brito é hoje o chefe da holding global AB InBev.

Este caso foi o protótipo do que depois se tornaria a regra para concessão de bolsas pela Fundação Estudar. Brito é considerado o bolsista número zero da instituição.

 

Júlia Borges Evangelista

Nascida em Teresina, Piauí, Júlia demorou a descobrir o que faria profissionalmente. Prestou vestibular para Administração na UFMG, depois para Direito na PUC, e acabou se aventurando no empreendedorismo ao criar uma marca e vender roupas feitas pela mãe. Justamente nesta época ela conheceu a Fundação Estudar. Diferentemente da maioria, Júlia não queria ajuda de custo para o MBA nos Estados Unidos, mas uma mentoria para o curso e para aproveitar a rede de contato de bolsistas da Fundação. Após o período de aprendizagem, a jovem montou uma loja de venda de roupas de frio em pleno Piauí, onde as temperaturas variam entre 20ºC e 45ºC. O sucesso foi acima de qualquer expectativa.

Ou seja: a Educar não arca só com custos. No caso desta piauiense, ter um mentor foi o caminho para o sucesso.

 

Tábata Amaral Pontes

Após a morte do pai, e vivendo com a mãe na periferia de São Paulo, Tábata pensava que o sonho de realizar um curso no exterior havia acabado. Estudando com dificuldade e dedicando-se ao máximo, ela conseguiu passar no vestibular de Física na USP, onde conheceu professores que perceberam nela o potencial para aplicar para uma vaga em grandes universidades estudanidenses. Para sua felicidade, ela conseguiu uma vaga em Harvard e, em 2014, entrou para a Fundação Estudar. Tábata, que sempre pensara que a Estudar era uma instituição elitista, comprovou na própria pele que qualquer um pode ser aceito. Basta dedicação e comprometimento.

Crédito: Marcelo Brandt | G1

 

Renato Mazzola

Após a falência do pai, Renato descobriu que tudo na vida só viria com muita luta e dedicação. Assim, desde cedo juntou dinheiro economizando no almoço e na condução para faculdade e trabalho. O objetivo? Trabalhar num organismo internacional, como Banco Mundial, ONU e FMI. Estudou na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, mas trancou a matrícula e passou um ano no exterior praticando inglês e espanhol. Mesmo formado e já num grande banco de investimento, seu foco permanecia em estudar numa específica universidade de Boston. O problema? Preço. Foi então que conheceu a Fundação Estudar. Depois que terminou o MBA, realizou seu sonho ao ser contratado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), trabalhando com projetos em países da América do Sul. Hoje, migrou para área de investimento e é chefe da área de private equity do importante BTG Pactual.

 

Daniela Barone Soares

O sonho desta mineira era atuar somente com trabalho social. Como não poderia não ter um emprego remunerado, decidiu ganhar muito dinheiro para, depois, dedicar-se à filantropia. No início da década de 1990, entrou como trainee do Citibank e, rapidamente, recebeu duas promoções. Contudo, quando pediu para ser transferida para o exterior, a resposta não foi a que esperava. Desiludida, largou o emprego e participou do processo seletivo para uma bolsa de MBA da Fundação Estudar. Após aprovada, estudou em Harvard, trabalhou em fundos de investimentos em Boston, Nova York e Londres e atuou na organização filantrópica Save the Children, que protege crianças em situações de risco. Para sua felicidade máxima, realizou o sonho de juntar trabalho e propósito ao ser executiva-chefe da Impetus, primeira venture philanthropy do Reino Unido. Em 2008, Daniela foi escolhida como uma das 100 pessoas que tornam o Reino Unido um lugar melhor.

 

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