Doses de romantismo com Shakespeare

19 de outubro de 2017 | por Editora Sextante

William Shakespeare foi um grande poeta e dramaturgo inglês, imortalizado por obras como Romeu e Julieta, Hamlet e Sonho de uma noite de verão, e dotado de uma capacidade ímpar de escrever sobre o amor.

O escritor trata desse sentimento com uma perspectiva tão lúcida que, mesmo tantos anos depois de suas obras terem sido produzidas, ainda são consideradas um remédio para curar as dores do coração e os anseios da alma.

Veja como as reflexões do poeta, retiradas do livro Shakespeare para apaixonados, sobre a sensação tão extraordinária – e ao mesmo tempo tão assustadora – de se apaixonar:

 

O amor é uma fumaça formada pelo vapor dos suspiros. Alentado, é um fogo a brilhar nos olhos dos apaixonados. Revolto, é um mar nutrido pelas lágrimas dos amantes. Que mais será? O amor é uma loucura sensata, um fel que adoça, uma doçura que amarga.

Essa passagem de Romeu e Julieta acerca da natureza do amor nos faz ver até que ponto ele é mutável e indescritível, na medida em que é incompreensível. Muitos quiseram domar o amor, mas não tiveram êxito.

 

O amor que nos entregam se o pedimos é bom, mas o amor que nos dão sem precisarmos pedir é ainda melhor.

Por maior que seja a nossa inteligência emocional, jamais teremos controle absoluto sobre o que sentimos e desejamos. E não há nenhum problema nisso.

Às vezes não encontramos o amor justamente porque o estamos perseguindo. Talvez quando deixarmos de procurar a pessoa perfeita, aquela que combina melhor conosco e com nossos desejos, então acharemos o amor que estava escondido à espera de uma oportunidade.

 

É um amor bem pobre aquele que se pode medir.

O amor é imensurável. Vistos de fora, os apaixonados podem parecer encantadores, engraçados ou até mesmo patéticos. Assim como uma pessoa sóbria não compreende a risada dos bêbados, é impossível para quem vive à margem das paixões entender o frenesi do coração.

 

Se a música é o alimento do amor, não parem de tocar.

Quase todo casal tem uma ou várias canções importantes em sua história. Pode ser a música que os fez se apaixonar ou dar o primeiro beijo, aquela ao som da qual dançaram juntos pela primeira vez, aquela com a qual se reconciliaram…

Seja pelo motivo que for, as melodias românticas fazem parte da história de amor de muitos casais.

 

O amor é muito jovem para saber o que é consciência.

Se fôssemos estritamente racionais, os casamentos ainda seriam arranjados. Na versão atual, um programa de computador elegeria a pessoa mais adequada para nós.

No entanto, o amor tal como o conhecemos foge dos caminhos retos e fáceis. É justamente sua essência tortuosa que nos atrai.

 

Falar não é fazer, por mais que haja uma boa intenção. As palavras não são fatos.

Cantar as glórias do amor é uma coisa, já vivê-las de forma mais intensa é algo muito diferente. Se já é difícil demonstrar à pessoa amada nossos sentimentos, manter viva essa chama com o passar dos dias é uma virtude que deve ser adquirida.

 

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