Sete aprendizados adquiridos com o livro “Tudo começa com a comida”

11 de outubro de 2017 | por André Sequeira

Dieta não funciona

As teorias de redução calórica só promovem o emagrecimento a curto prazo, pois a maioria das pessoas não mantém este hábito por muito tempo. Tenha certeza que a criação de padrões alimentares saudáveis não depende de restringir ou eliminar determinados alimentos. Em geral, todos sabem o que não é bom para a saúde e, mesmo assim, continuam comendo. Dallas Hartwig e Melissa Hartwig vão mostrar como viver se alimentando bem e provar que se nutrir mal não é culpa sua.

 

Alguns alimentos são prejudiciais ao bem-estar humano

Muitas vezes há enorme confusão se algo faz bem ou não à saúde. Os alimentos maléficos são aqueles que: não promovem resposta psicológica saudável; não fomentam uma resposta hormonal saudável; não mantêm o intestino funcionando corretamente; e não favorecem a função imunológica e minimizam a inflamação. Exemplos de alimentos que não atendem a todos ou alguns dos Bons Parâmetros Alimentares: açúcares e adoçantes artificiais, álcool, cereais integrais, laticínios, leguminosas.

 

Cereais integrais não são tão saudáveis

Dizem que esses cereais são ótimos para a saúde porque possuem índice glicêmico mais baixo que os refinados, algo interpretado, equivocadamente, como sinônimo de “mais saudável”. O que as pessoas não imaginam é que este índice é, em geral, irrelevante para se fazer boas escolhas alimentares. E, se alguém afirmar que serão deixados de lado todos os tipos de vitaminas, minerais e fibras se foram consumidos os cereais integrais, lembre-se: eles não são ricos em nutrientes quando comparados a hortaliças e frutas.

 

Cereais integrais não são benéficos para o coração

Análise recente provou que não há indícios relevantes que sustentem esta afirmação. Tal pesquisa conclui: “Muitos dos estudos identificados eram de curto prazo, de baixa qualidade e tinham força insuficiente. Muitos deles foram financiados por empresas com interesses comercias nos cereais integrais.”

 

Cuidado com o consumo de proteína em pó

O marketing de fabricantes de suplementos sugere que sua ingestão maximiza a recuperação, principalmente, após a prática de exercícios. Segundo eles, é necessário, para levar nutrientes para as células, um pico de insulina depois de atividades. No entanto, devido ao fato do corpo tornar-se mais sensível a este hormônio logo depois da realização de exercícios, os nutrientes movem-se para dentro das células mesmo sem esses picos. Além disso, o consumo regular de whey protein – pobre em nutrientes – pode ser prejudicial de modo semelhante ao consumo exagerado de carboidratos. Em geral, após a prática de exercícios, opte por alimentos nutritivos, como carnes, frutos do mar e ovos.

 

Os 10 piores alimentos

Em 2016, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou uma pesquisa abrangendo estados brasileiros em que foi medido o teor de agrotóxicos de dezoito alimentos. Os dez mais contaminados em análise de quase 2.500 amostras foram: pimentão, morango, pepino, alface, cenoura, abacaxi, beterraba, couve, mamão e tomate. Se o orçamento não permitir a compra das versões orgânicas de todos os produtos, tente adquirir, pelo menos, as daqueles presentes na lista dos piores.

 

A qualidade dos alimentos

Para que cada um tenha sucesso em sua alimentação, dê preferência à carne, aos frutos do mar e aos ovos. É essencial melhorar a qualidade das fontes de proteína animal primeiro. Em relação a frutas e hortaliças, mesmo que não consuma as orgânicas, alimente-se com as convencionais. No fim, o mais importante é preparar o melhor com o que tiver. E, como é impossível obter a biografia completa de todo animal ou planta que precisarmos consumir, muitas vezes será necessário confiar nos rótulos dos alimentos e nas dicas de garçons e de atendentes.

 

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