Desestressando com Nietzsche

11 de outubro de 2017 | por Editora Sextante

Neste mundo de incertezas e aflições, as ideias dos grandes filósofos podem funcionar como uma verdadeira terapia. Muitas vezes são eles os únicos capazes de responder a nossos questionamentos mais profundos. Veja como as máximas de Nietzsche, retiradas do livro Nietzsche para estressados, nos ajudam a alcançar o bem-estar:

 

Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida.

Mesmo os momentos mais duros da vida, como quando sofremos uma terrível perda, são portas abertas em direção a algo que precisávamos conhecer. Se estivermos conscientes de que todo fim é ao mesmo tempo um começo, a dor e o possível sofrimento serão para nós uma escola que nos permitirá entender mais profundamente o que significa ser humano.

 

Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.

Fazer qualquer coisa antes de estar preparado gera estresse e frustração. Como diz Nietzsche neste aforismo, quem espera levantar voo sem antes passar pelo aprendizado básico está condenado a uma queda da qual não se reerguerá.

 

A mentira mais comum é a que um homem usa para enganar a si mesmo.

Para o ser humano, é muito mais fácil concluir que os outros estão errados do que aceitar o próprio erro. É aí que nasce a depressão, pois, quando vemos todos os outros veículos trafegando no sentido contrário, o mundo se transforma em um lugar hostil, que parece ter sido criado para frustrar nossa felicidade.

 

Deveríamos considerar perdido o dia em que não dançamos nenhuma vez.

A dança talvez seja a expressão mais genuína da alegria humana. Na verdade, nas tribos antigas, se dançava para evocar espíritos, atrair a chuva e também preparar o terreno para uma caçada. Os estudos atuais de terapia pela dança demonstram que essa atividade, em qualquer de suas formas, tem várias aplicações curativas.

 

A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar.

Nietzsche falou várias vezes sobre a importância do humor, que considerava uma tábua de salvação para os desgostos que a vida nos oferece: “O homem sofre tão terrivelmente no mundo que se viu obrigado a inventar o riso.”

Ele chegava até a duvidar de qualquer afirmação apresentada com excessiva seriedade: “Deveríamos tachar de falsa toda verdade que não tenha sido acompanhada de um sorriso.”

 

Seus maiores bens são seus sonhos.

O destino de um ser humano depende do tamanho de seus sonhos. O problema é que muitas pessoas os estacionam na infância ou na adolescência e adotam posturas derrotistas do tipo “A vida é assim mesmo” ou “O que posso fazer? Preciso ganhar meu sustento”.

Com essa atitude resignada é impossível fazer qualquer coisa relevante para o mundo. Como sugere Nietzsche em seu aforismo, nada é tão nosso quanto nossos sonhos. Por isso, quando abrimos mão deles, abandonamos também algo muito importante: a capacidade de transformar em realidade nossos desejos mais íntimos.

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