O recomeço por meio da alimentação

2 de outubro de 2017 | por André Sequeira

Emagrecer sempre foi um problema. Desde os 12 anos convivo com o sobrepeso e nem os melhores nutricionistas conseguiram me motivar. O problema nunca foi o tratamento em si, mas a falta de vontade e a preguiça que, continuamente, estiveram fortes dentro de mim. Aliás, em duas ocasiões, cheguei a perder quase trinta quilos, mas foi impossível a manutenção. Certamente, ter feito uma dieta, e não uma reeducação alimentar, contribuiu muito para isso.

Em 2014, com 33 anos e mais de 110 quilos, e após o péssimo resultado de um exame de sangue, decidi que havia chegado a hora da virada. A saída, portanto, seria aquela que todos nós, mesmo que inconscientemente, já sabemos: começar a fazer exercício e comer de maneira saudável.

No começo, foi até fácil, visto que qualquer atitude que tomasse seria melhor do que o que eu vinha fazendo. Comecei com exercícios, revezando entre corrida e caminhada de quatro quilômetros em dias alternados. Com o tempo passei, no mesmo ritmo, para cinco. Assim foi até que consegui percorrer oito quilômetros sem parar.

Fora isso, no primeiro mês, mudei completamente meus hábitos alimentares. Nunca fui muito de comer o dia todo, mas, durante as refeições, devorava tudo que via pela frente. Sou louco por carboidrato e fritura, não havendo nada melhor do que batata-frita, pão e queijo. Quando ia a algum restaurante, chegava a ingerir quase um quilo e meio de comida. Tudo sempre com muita cerveja ou refrigerante.

Passados os trinta dias inicias, cheguei a uma encruzilhada: e agora? Apesar de melhorar na corrida, estava desanimado com a privação louca de alimentos, a ponto de jogar tudo pro alto. Foi quando me deparei com Tudo começa com a comida, de Dallas Hartwig e Melissa Hartwig, e seu programa Whole 30. Percebi que poderia estar ali a solução para o beco sem saída em que me encontrava.

Ao longo das páginas, consumidas como se fossem parte de um livro de suspense, realizei que a obra realmente se concentrava no aspecto da saúde, o que para mim era perfeito, pois uniria alimentação correta e esporte. Além disso, logo observei que os autores foram inteligentes ao elaborar uma timeline com os possíveis sintomas e obstáculos que pudessem surgir no caminho, como a falta de disposição. Eles já preveem que haverá momentos de fraqueza durante o programa e indicam como evitá-los.

 

Em relação ao aspecto da saúde, acontece o mesmo com sinais, tipo inchaço, inflamação, alergias. O programa propõe um reintrodução lenta aos produtos retirados durante os 30 dias para que a gente sinta quais são os grupos alimentares que combinam melhor com cada corpo. 

O Whole 30 entrega o que promete, de verdade. Ele não se concentra em peso – o programa pede, inclusive, que se jogue a balança no lixo –, mas sim, no bem-estar. É uma montanha-russa de sentimentos largar glúten, açúcar e grãos em geral, porém, aos poucos, o cérebro se reprograma e você realmente acorda com vontade de comer fruta. Recomendo também para quem quer apenas reiniciar o metabolismo e compreender melhor o próprio corpo.

Hoje, com quase trinta e cinco quilos a menos e bem mais feliz comigo mesmo, falo com absoluta certeza que as dicas e orientações fornecidas pelos Hartwig foram essenciais. O incentivo ao consumo de alimentos naturais e não industrializados é um exercício muito difícil, mas que vale a muito a pena no final. Como eles mesmo dizem: restaurar a boa saúde começa com a alimentação!

Tudo começa com a comida ensina, além de como aprimorar a relação com a comida, a planejar facilmente as refeições. Para isso, vale a pena conhecer também 30 dias para mudar – Whole 30, que traz mais de 100 receitas saborosas e fáceis de preparar.

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