Escrevendo por linhas retas

25 de setembro de 2017 | por Gabriel Machado

5 de julho de 2011. Mais uma terça de reunião da Comunidade Duc in Altum, um grupo de amigos que se reunia toda semana para crescer na fé. Aquele dia seria especial, pois receberíamos o padre Alexandre Paciolli, que viria dar testemunho da sua vida. E que testemunho!

Pe. Alexandre falou sobre sua paixão por velejar, que o levou a competições e medalhas, mas principalmente sobre sua relação com Deus e a resistência a ouvir o chamado da vocação. Após certas provações, em que quase morreu no mar, e a confirmação de alguns amigos, ele percebeu que seu único caminho era o sacerdócio.

O salão cheio se comoveu com a história, com a fé sólida de Alexandre, com as graças de Deus. Ali estava um testemunho para pensar em nossas escolhas e rumos na vida.

Momento abençoado!

14 de abril de 2015. Mais uma reunião na terça, só que dessa vez no trabalho. Quem imaginaria que, quatro anos depois, eu voltaria a me encontrar com o padre Alexandre, mas agora para publicar um livro seu?

Estava contente com a oportunidade, mas ao mesmo tempo nervoso com a responsabilidade da edição. Edição? Sim, eu teria que transformar uma série de reflexões em vídeo do padre em uma jornada escrita que mantivesse o carisma e o tom informal de Alexandre, reduzindo bem o número de capítulos. O mais importante era que o leitor embarcasse em espírito, fosse gradativamente sendo tocado por Deus e pudesse seguir a própria trilha. O livro devia ter coração, como as palestras dadas pelo padre.

Nesse trabalho, tive a graça de contar com a Bia, a assistente do Pe. Alexandre, que fez toda a leitura orientada pelo padre, com quem já trabalhava havia um bom tempo. Por meio de telefone e e-mail, fomos cada vez mais desbravando esse caminho da luz, como bem dizia o título. Queríamos o melhor resultado possível e era necessário ir lapidando.

Além do conteúdo das reflexões originais, consegui resgatar o testemunho de 2011 do Pe. Alexandre e entremeá-lo aos capítulos, portanto o leitor poderia também viver essa experiência e sentir seu lado humano.

Até que, cinco meses depois, tínhamos o livro prontinho para a gráfica. Bastante trabalho, mas com certeza gratificante! No evento de lançamento, após uma missa em honra a Nossa Senhora de Guadalupe (em que também comemoramos o aniversário do Pe. Alexandre), conheci pessoalmente a Bia, já que ela mora em Curitiba.

O encontro na Paróquia São José da Lagoa

O Caminho da Luz foi uma bela surpresa que Deus guardou para mim. Quem sabe o que este livro guarda para você?

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