Autoajuda ou Negócios?

17 de agosto de 2017 | por André Sequeira

Já se pegou pensando se determinado livro é de autoajuda ou de negócios, de economia? Muitos já passaram por isso e se perguntam por que foram criadas tantas categorias. Não seria isso mais um dificultador para o leitor?

Pensemos nas listas de mais vendidos. Algumas instituições separam apenas entre Ficção, Não Ficção e livros jovens. Outras, nessas três mais Negócios e Autoajuda.

A divisão dos títulos adultos de ficção é mais fácil, todos encaixam-se numa mesma vertente. O que muda é somente a temática; por exemplo, suspense, chick-lit e romance histórico.

Com os de não ficção, a coisa fica mais tênue. Podemos inseri-los em três vertentes: Não Ficção Geral, Negócios e Autoajuda. A primeira categoria abrange história, biografias, guerra e similares. E quanto às demais? É neste momento que muitas pessoas reclamam das categorizações e dizem, inclusive, que foram enganados no momento da compra.

Autoajuda abrange, segundo livreiros e críticos, os livros que auxiliam no empoderamento pessoal, seja quanto ao relacionamento, ao trabalho, à vida. Por exemplo: Propósito, em que Sri Prem Baba aborda temas que têm a ver com os anseios mais íntimos do ser humano; Como vencer gigantes, de William Douglas e Flavio Valvassoura, em que os autores nos ensinam sobre a vida cotidiana e a maneira como lidamos com os problemas; Pílulas de bem-estar, no qual Daniel Martins de Barros estimula atitudes mentais e comportamentos que ajudam a emagrecer, dormir melhor, estimular a mente e ter relações saudáveis.

Já as obras de negócios são aquelas que tratam de assuntos que socorrem os leitores para atuarem da melhor forma no ambiente do trabalho ou que mexem com temas econômicos, como os títulos de Gustavo Cerbasi. Entre eles, O que todo jovem talento precisa aprender, livro em que Bruce Tulgan oferece dicas para que a Geração Z saia da bolha em que vive; Cultura de excelência, em que David Cohen exibe diversos casos de sucesso da famosa Fundação Estudar.

Ora, por que foi dito acima que esta separação seria complicada?

Alguns títulos ficam no meio deste caminho, sendo considerados de Autoajuda, de Negócios e, até mesmo, de Não Ficção Geral, como Sonho Grande, de Cristiane Correa. Neste, são contadas as biografias de três importantes empresários brasileiros, que servem como livros de mercado e, também, como um guia para o empoderamento profissional. Ou O monge e o executivo, de James Hunter, e Os segredos da mente milionária, de T. Harv Eker, em que os autores discorrem a respeito de temas ligados à economia e ao desenvolvimento pessoal.

Para quem se pergunta o porquê dessas denominações, saiba que elas são utilizadas pelas redes de livrarias devido ao espaço em suas lojas. Ao escolher um gênero, como autoajuda ou biografia, a editora indica, portanto, a área onde seu livro, possivelmente, estará exposto. Assim, se uma obra puder estar em mais de uma categoria, por que não deixá-la em mais de uma local nesta loja?

Enquanto isso, o conselho que dou: jamais fique preso em categorizações. Escolha sempre aquele livro que atenderá da melhor forma o que você busca com ele. Pesquise, acesse os sites das editoras, pesquise resenhas em blogs e veículos de comunicação. Certamente, diminuirá bastante a chance de algum engano.

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