Pai, um importante pilar na vida de todos

8 de agosto de 2017 | por André Sequeira

Falar da importância de um pai é lugar comum. Desde cedo, ele está ao lado dos filhos, segurando a mão, dando o ombro quando o sono bate, rindo com uma piada ruim ou aceitando qualquer brincadeira, por mais boba que seja. Com o tempo, a relação estreita-se e o vínculo torna-se indestrutível.

Há anos, li um livro no qual um pai aceitou o pedido do filho para sair do colégio. Segundo o jovem, a escola tradicional não estava de acordo com o que ele esperava para sua vida. Surpreendentemente, o pai acatou esta solicitação, com uma única condição: assistir juntos três filmes por semana e debatê-los ao final. Para muitos, pode parecer loucura. Contudo, o elo entre os dois solidificou-se e o garoto se tornou um adulto de sucesso, que compreendia, como ninguém, a sociedade em que vivia.

Em outro livro, um genitor rígido forçou o filho a estudar e a praticar piano por anos. Em momento algum, o pai interessava-se em saber o que o filho queria ou pensava. O importante era o desempenho curricular, que precisava ser sempre exemplar. Assim como o jovem anterior, este também tornou-se um adulto bem-sucedido, apesar de menos benevolente com as pessoas ao seu redor.

Cena do filme Capitão Fantástico

Para terminar, nunca é demais lembrar Ben, personagem principal do filme Capitão Fantástico. Segundo ele, numa educação ideal, é necessário contato mínimo com a humanidade, além de cada família precisar produzir tudo aquilo que irá consumir. TV? Internet? Jamais. Qualquer resposta será encontrada na literatura ou na natureza.

Todos os três casos citados acima são exemplos de pais que tiveram sucesso, ao seu ver, na educação dos filhos. Por outro lado, será que a relação entre genitor e cria manteve-se saudável e equilibrada para sempre?

Pais podem ser amigos e parceiros – aliás, devem –, mas eles são, acima de tudo, educadores, professores. Só tendo esta consciência é que o equilíbrio almejado por todas as famílias será atingido. O mais extraordinário é que os filhos tornem-se jovens pensadores e felizes, como já explicado, com louvor, por Augusto Cury em Pais brilhantes, professores fascinantes. O que podemos garantir, como dito pelo autor, é que, mais do que adestrar os filhos ou deixá-los com as rédeas da relação, o essencial é “semear com sabedoria e colher com paciência. É ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração.”

© Robert Essel NYC/CORBIS

Segundo Cury, a relação entre um pai e um filho só estará sólida quando o mais jovem se tornar um pensador e souber expandir seus horizontes de inteligência. Ele precisa perceber seu genitor como um modelo que mereça ser copiado. Não pense, porém, ser uma tarefa impossível; com amor e dedicação todos os obstáculos serão vencidos.

Poucas relações são tão especiais quanto a de um pai com o filho. É esta figura paterna que inspira todos, que dá a vida pela prole, que ensina a pensar, que dialoga como amigo, que prepara para o fracasso e, principalmente, que nunca desiste da gente.

Celebre sempre o Dia dos Pais!

TAGS: