Sete estratégias para você conseguir o que deseja

30 de junho de 2017 | por Caio Soares

O sentimento de incômodo ou indecisão permeia a vida da maioria dos brasileiros. Quando enfrentamos uma situação difícil ou desafiadora, como uma entrevista para um emprego que você precisa ou deseja muito, ou uma difícil decisão familiar, é comum sentirmos uma sensação incômoda. No entanto, existem maneiras simples e práticas para lidarmos com esses sentimentos. Na verdade, a resposta está em um lugar que conhecemos muito bem: você mesmo.

De acordo com relatório do Google Trends, o interesse dos brasileiros pelo autoconhecimento quase que dobrou ao longo dos últimos anos. Esta curiosidade é motivada pela preocupação em aliar um conhecimento mais profundo e verdadeiro sobre as próprias motivações, propósitos e vontades com decisões pessoais e profissionais. Quem investe no autoconhecimento e dedica um tempo do dia-a-dia para refletir pode aumentar as chances de sucesso na carreira e em outros campos da vida. Separamos dicas de grandes autores da Sextante para te ajudar na busca pelo o que deseja:

1 – Foque no foco

Em Maestria, Robert Greene examina pesquisas recentes sobre cognição e criatividade e derruba os mitos da sorte e da genialidade inata, propondo uma maneira radical de examinar a inteligência humana. Após realizar um grande estudo de várias personalidades fascinantes e bem-sucedidas – entre políticos, estrategistas, artistas, cientistas e inventores –, Robert Greene percebeu que todas essas pessoas, independentemente de sua área, da cultura a que pertenciam ou do momento histórico, seguiram um padrão similar em suas conquistas. E concluiu que o caminho para a maestria pode ser percorrido por qualquer um de nós. Primeiro, todos se dedicaram com afinco às suas áreas de interesse. Em seguida, eles absorveram o poder de seu mestre. Depois de conquistarem suas áreas, os mestres expandem o próprio conhecimento por temas correlatos.

2 – Não acredite na genialidade

Pesquisador e professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Kevin Ashton ganhou reconhecimento ao ser a primeira pessoa a usar o termo IoT (“Internet of Things”, ou “Internet das Coisas”), em 1999. Considerado um visionário em sua área, o professor do MIT decidiu se debruçar sobre a história da criatividade e fez uma descoberta curiosa: A criação não tem nada a ver com genialidade, inspiração ou qualquer outra forma de excepcionalidade. Na verdade, o processo é banal, ainda que o resultado não o seja — e pode ser empreendido por qualquer ser humano. Para Ashton, o importante é não desistir, já que o processo criativo é lento, complexo, espinhoso e repleto de falhas, frustrações e recomeços. (Conheça A história secreta da criatividade)

3 – Respeite o tempo de preparação

Apesar de toda a literatura disponível sobre autoconhecimento, infelizmente não existem truques, atalhos ou esquemas para se tornar criativo de uma hora para outra. Na verdade, o mais importante para conseguir o que se quer é a dedicação. Pelo menos é o que Malcolm Gladwell prega. O jornalista norte-americano popularizou o conceito de que são necessárias nada menos do que 10 mil horas de prática – o equivalente a três horas por dia (ou 20 horas por semana) de treinamento durante 10 anos – para alcançar a excelência em uma determinada área. Grande parte do trabalho de Gladwell se dedica a argumentar que o que determina o sucesso de uma pessoa não é necessariamente o talento. De maneira contra-intuitiva, o autor mostra que questões culturais e sociais, como local de nascimento, comunidades, família e etnia são muito importantes para o surgimento de pessoas bem-sucedidas. Gladwell diz que o êxito não é fruto apenas do mérito individual, resultando de fatores que garantiram a esses indivíduos a chance de cultivar seu talento. (Conheça Fora de série)

4 – Vá contra a corrente

Em Originais, Adam Grant desmistifica muitas das crenças que existem em torno das mentes criativas. Segundo ele, nos deparamos com coisas que amamos e que nos dão prazer. E, diferentemente do que é dito e repetido pela sociedade, todos são capazes de promover inovações em benefício para um grupo. Para isso, basta parar de tentar se encaixar tanto no mundo quanto nos parâmetros da sociedade, e procurar ser você mesmo. Para sair da inércia e dar os primeiros passos rumo ao sucesso criativo, é importante entender que a originalidade é o oposto de conformismo: não siga o caminho mais fácil ou aquele que imagina ser o esperado; tente ir por aquele menos trilhado e mais difícil. Grant mostra como as pessoas que não conseguem ficar quietas e vão contra a corrente são aquelas provocam as mudanças no mundo. A autor cita vários exemplos, como o do executivo de TV que impediu que a série Seinfeld, hoje bem-sucedida, fosse tirada do ar após pesquisas desfavoráveis. Então, para buscar o sucesso criativo, repita o mantra: a originalidade não é uma característica fixa, e sim uma escolha.

5 – Aplique a Regra dos Dois Minutos

Você também sofre ou tem problema com a procrastinação? Todos temos uma infinita lista de coisas a fazer, de sonhos a realizar, de exercícios para praticar, estudar idiomas e uma gama de tarefas que, sem planejamento, vamos empurrando com a barriga. Adiar uma tarefa ou outra é normal, mas quando o ato de adiar se torna constante, estamos sofrendo com a procrastinação. A Regra de 2 minutos apresentada por David Allen em A arte de fazer acontecer ajuda de uma maneira simples a vencer a procrastinação e preguiça, tornando-se fácil começar a tomar as rédeas da sua vida. A Regra dos Dois Minutos baseia-se em duas partes:

Parte 1 – Se alguma tarefa demorar menos de dois minutos, então, faça-a imediatamente. Se a tarefa demorar mais, você tem algumas opções: delegue, adie ou jogue fora.

Parte 2 – Quando você inicia um novo hábito, deve levar menos de dois minutos para iniciá-lo.

Pode soar como uma estratégia muito básica para seus grandes objetivos de vida, mas, para David Allen, não é. Ela funciona para qualquer objetivo por causa de uma simples razão: Uma vez que você começar a fazer alguma coisa, é mais fácil continuar a fazê-la!

6 – A importância da autoconfiança

Pessoas com grandes conquistas no currículo têm um ponto em comum: acreditam em si mesmas. O sucesso acontece quando o conhecimento e/ou o talento encontram uma mentalidade vencedora, mas muitas vezes nossos desejos não saem como planejados. Então, entra em cena um aspecto muito importante para conquistarmos o que realmente desejamos: a autoconfiança. O mundo está repleto de histórias de superação de personalidades que sofreram revézes em suas carreiras e deram a volta por cima para construir verdadeiros legados. Em sua recém-lançada biografia, Mauricio de Sousa conta a história de como, aos 19 anos, foi à redação da Folha da Manhã munido de ilustrações para pedir um emprego e ouviu um sonoro “Desista” do responsável pelo departamento de arte. Felizmente, Mauricio recebeu outra oportunidade dentro do jornal e começou a trilhar o brilhante caminho que o transformou em um dos grandes artistas brasileiros.

7 – Tenha uma postura vencedora

Inspirar-se – e adotar – a linguagem corporal de uma pessoa que você acredite ser poderosa vai fazer você se sentir mais poderoso também. Quem diz isso é Amy Cuddy, autor de O poder da presença e estudiosa da influência da postura corporal. Amy mostra como tirar proveito da linguagem corporal para ganhar segurança e passar uma imagem positiva, mesmo quando não nos sentimos tão confiantes assim, e o impacto que isso pode ter em nossas chances de sucesso. Um exemplo simples? Lembra da Mulher Maravilha? Inspire-se nela. Minutos antes de entrar em uma sala para uma entrevista, separe seus pés, coloque as mãos na cintura e levante seu queixo.

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