Não perca tempo com batalhas inúteis. Escolha aquela pela qual vale a pena lutar

22 de junho de 2017 | por André Sequeira

A grande maioria das pessoas conhece a história de Davi e Golias, mesmo que não detalhadamente. Sabem que um grande guerreiro foi derrotado por outro bem menor e sem treinamento. Esse episódio é lembrado quando queremos ilustrar uma situação em que alguém enfrenta um obstáculo muito complicado. O que elas não imaginam, contudo, é que essa ilustração é uma das mais importantes que podemos – e devemos – lembrar para nos ajudar na luta diária.

Todos nós enfrentamos batalhas ao longo da vida, sejam grandes ou insignificantes. Elas podem ser ruins, como vícios, doenças e angústias; ou positivas, como crescimento profissional e casamento. O importante é estarmos preparados quando elas aparecerem.

Um exemplo interessante, atual e leve para esboçar o que falamos é a campanha do tenista Gustavo Kuerten, o Guga, no torneio de Roland Garros, em Paris, no ano de 1997. Na ocasião, o atleta enfrentou sete adversários, sendo todos superiores a ele no ranking e três ex-campeões da competição. Os poucos brasileiros que o conheciam não deram a mínima nos primeiros jogos, incluindo a mídia. Ao longo de duas semanas, Guga foi derrotando um a um e, mesmo sem acreditar, o título foi uma consequência natural de sua preparação. Por mais que ele diga que foi uma surpresa – e, provavelmente, foi –, ele treinou demais, dedicou-se ao extremo e enfrentou um grande gigante: o torneio de tênis mais difícil e importante no saibro, seu piso de jogo favorito. Vencida esta etapa, por mais difícil que tenha sido, os outros títulos e o topo do ranking mundial vieram com mais naturalidade.

Outros casos são emblemáticos, como a Batalha das Termópilas, quando 300 espartanos enfrentaram, durante três dias, centenas de milhares persas e, mesmo sendo derrotados, os estudiosos consideram esta minoria a grande vencedora; ou Martin Luther King, que lutou, com êxito, contra o preconceito racial nos Estados Unidos com uma campanha de não violência e amor ao próximo em plena década de 1960.

Muitos pensarão: “O que essas grandes histórias podem colaborar com minha vida?” Como citado acima, os gigantes estão presentes em tudo que nos cerca. Quem aqui não está passando por alguma situação crucial neste momento? Lembro: precisamos acabar com a ideia de que os grandes obstáculos são necessariamente ruins. Ele podem ser ótimos, apesar de complicados, como a pessoa que está em vias de ser promovida e precisa atuar com máxima precisão no trabalho; ou a grávida de 40 semanas que está perto de dar à luz; ou o jogador de futebol que está na véspera da final da Copa do Mundo.

Estes gigantes são variados e surgem de maneira voluntária ou são impostos a você. O essencial é encontrarmos a motivação necessária – e possível – que nos fará enfrentá-lo, se não sem feridas, da forma menos dolorosa. No caso da grávida, sua motivação é estar com o filho no colo; no do jogador de futebol, o título. Dessa forma, tudo vai se tornar mais fácil. No episódio de Davi e Golias, a motivação do primeiro estava em Deus. E como dito antes, é igualmente importante se armar física e psicologicamente para cada luta.

Para ajudar todos na preparação para os mais variados obstáculos da vida, William Douglas e Flavio Valvassoura apresentam Como vencer gigantes e as lições da épica batalha entre Felisteus (Golias) e Israel (Davi). Segundo os autores, para enfrentar os colossos da vida precisamos analisar sempre o quadro mais amplo da situação e o que ele nos mostra. É justamente isso que propõem.

Assim, eles vão destrinchar a batalha em três fases e suas aplicações nos dias atuais, não apenas narrando, mais uma vez, história tão relatada pela humanidade. A primeira parte do livro engloba o período antes da batalha e nos traz o modo para lidar com os obstáculos hercúleos da vida; a segunda, com os acontecimentos de durante a batalha, vem os pontos essenciais para nos prepararmos para nossa luta; a terceira, e última, apresentam as lições que precisamos aprender com a combate do dia a dia.

Com assertividade e habilidade, mas também com ternura, William e Flavio provam que nada na vida é impossível. Para que obtenhamos sucesso, é necessário estarmos preparados e jamais nos escondermos. Mesmo que o gigante seja bom, ele será duro e tentará sua desistência. Até porque, em geral, a dificuldade verdadeira está em nossas cabeças, não na realidade.

 

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