Seis filmes para homenagear o Dia do Cinema Brasileiro

18 de junho de 2017 | por Isabella Farias

Desde a década de 1970, 19 de junho é considerado o Dia do Cinema Brasileiro. Nessa data, em 1898, o cinegrafista italiano Affonso Segretto, a bordo do navio Brèsil, teria feito um registro batizado de Uma vista da Baía de Guanabara, considerado por muitos anos o primeiro filme brasileiro.

De lá pra cá, o Brasil foi responsável por grandes sucessos internacionais na telona. Prepare a pipoca e relembre seis filmes nacionais citados no livro 1001 filmes para ver antes de morrer:

O pagador de promessas, de 1962

Baseado na peça de Dias Gomes, O pagador de promessas é a história de Zé do Burro (Leonardo Villar), um camponês que sai em peregrinação com uma imensa cruz nas costas para agradecer pela recuperação de seu burro. Durante a trama, esbarra na intolerância de Padre Olavo (Dionísio Azevedo), além de ter a ingenuidade explorada por uma série de personagens inescrupulosos.

O filme também contou com a participação da atriz Glória Menezes, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1962 e foi indicado ao Oscar de de Melhor Filme Estrangeiro.

Deus e o Diabo na Terra do Sol, 1964

Com pouco mais de 20 anos de idade, o cineasta Glauber Rocha se mudou para o Rio de Janeiro e se juntou a um grupo de jovens cinéfilos que viriam a fundar o movimento do Cinema Novo.

Deus e o Diabo na terra do Sol se concentra em exemplos de rebeliões populares nos sertões brasileiros e traz no elenco Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos, entre outros.

“A fusão de elementos europeus e afro-brasileiros é surpreendentemente original e poética ao transmitir a esperança e o desespero dos oprimidos.” – Ted Shen, Chicago Reader, 1985

Dona Flor e seus dois maridos, 1976

Inspirado no texto escrito por Jorge Amado, Dona Flor e seus dois maridos conta a história do vínculo entre Flor (Sônia Braga) e Vadinho (José Wilker), tão forte que nem a morte dele o desfaz. Após ficar viúva, Flor se casa com o pudico Teodoro (Mauro Mendonça), mas o espírito de Vadinho continua a visitá-la e a fazer amor com ela.

“O filme não prega o adultério: ele parte da premissa provocante de que, juntos, Vadinho e Teodoro completam Flor: um fornecendo o fogo da paixão; o outro, a estabilidade.”

Central do Brasil, 1998

Após o fim da Embrafilme, o cinema brasileiro passou por um período difícil. As produções eram poucas e o interesse do público era baixo.

Central do Brasil foi o marco da recuperação da autoestima. Ganhou o Urso de Ouro (melhor filme) e o Urso de Prata (melhor atriz) no Festival de Berlim, levou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e foi indicado ao Oscar nessa mesma categoria. Além disso, colocou Fernanda Montenegro na disputa pela estatueta dourada de melhor atriz, única brasileira a alcançar esse feito até hoje.

O auto da compadecida, 2000

Protagonizado por Selton Mello e Matheus Nachtergaele, O auto da compadecida é baseado na peça de Ariano Suassuna e foi exibida originalmente como uma minissérie pela Rede Globo e adaptada para o cinema posteriormente.

Ambientado no sertão nordestino, conta as desventuras de Chicó (Selton) e João Grilo (Matheus), dois sertanejos que sobrevivem de pequenos negócios e golpes e acabam se envolvendo com Severino de Aracaju (Marco Nanini), temido cangaceiro da região.

Cidade de Deus, 2002

Baseado no livro homônimo de Paulo Lins, Cidade de Deus retrata o crescimento do crime organizado na favela carioca e é considerado um dos filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos. Recebeu quatro indicações ao Oscar: Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia.

“Com ritmo enlouquecedor, câmera na mão e rápidas mudanças de ponto de vista, a película obviamente presta seu tributo a Quentin Tarantino. É uma obra firmemente enraizada em tom e ritmo na cinematografia americana do final do século XX e do início do XXI.”

TAGS: