TED Talks: Brené Brown

7 de maio de 2017 | por Thaís Paiva

Ah, Brené Brown. Linda, maravilhosa, corajosa Brené Brown *suspira*. Vocês me desculpem, mas eu sou uma grande fã. Ela é ph.D em serviço social e pesquisadora da Universidade de Houston – mas também é uma contadora de histórias, e alguém com uma profunda sensibilidade a respeito da nossa vulnerabilidade. Ela tem dois TEDs, mas o que cito aqui fala exatamente sobre isso.

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Quando começou uma pesquisa sobre a conexão entre as pessoas, Brené descobriu que o sentimento que mais rompia essa conexão era a vergonha. Um sentimento que baliza tantas das relações humanas, difícil de ser abordado, mas que aumenta mais conforme não falamos sobre ele. Um sentimento que está diretamente relacionado à vulnerabilidade e ao medo do julgamento alheio.

Inicialmente, sua ideia era colher dados quantitativos o bastante para exaurir o assunto – mas ela acabou tendo uma epifania contundente e comovente sobre a imperfeição, sobre a vulnerabilidade, sobre a coragem e sobre a empatia.

Brené transformou sua pesquisa e suas descobertas no livro A coragem de ser imperfeito. Não se engane: é um livro que não fala só de imperfeição, mas de tudo aquilo o que nos conecta e que nos separa daqueles com quem temos relacionamentos significativos, das inseguranças que pautam nossas vidas e impedem que percebamos nosso próprio valor – que nos impedem de sentir autocompaixão. As reflexões de Brené sobre vulnerabilidade tiveram um grande impacto na forma com que eu via a mim mesma, e me deram uma perspectiva renovada a respeito dos meus relacionamentos.

O TED é um vídeo bem profundo – e divertido. Brené faz um convite irreverente e compassivo para que abracemos a nossa vulnerabilidade e aceitemos que esse é o preço que pagamos para nos deixar envolver em relacionamentos profundos. No fim, descobrimos que não é um preço tão alto assim, em comparação com o que ganhamos em troca.

Um trecho de A coragem de ser imperfeito: “A jornada da vulnerabilidade não foi feita para se percorrer sozinho. Nós precisamos de apoio, de pessoas que nos ajudem na tentativa de trilhar novas maneiras de ser e não nos julguem. Precisamos de uma mão para nos levantar quando cairmos (e se você se entregar a uma vida corajosa, levará alguns tombos). A maioria de nós sabe prestar ajuda, mas, quando se trata de vulnerabilidade, é preciso saber pedir ajuda também”.

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